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Vice-presidente da Câmara não sabe se há clima para votar pré-sal em 2010

O vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que conduzirá as votações no lugar de Michel Temer (PMDB-SP), eleito vice de Dilma Rousseff, disse não saber se “vai ter clima” para retomar a discussão do pré-sal ainda este ano. A divisão dos royalties entre Estados e municípios e a destinação dos recursos do fundo social […]

Arquivo Publicado em 01/11/2010, às 18h48

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O vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que conduzirá as votações no lugar de Michel Temer (PMDB-SP), eleito vice de Dilma Rousseff, disse não saber se “vai ter clima” para retomar a discussão do pré-sal ainda este ano. A divisão dos royalties entre Estados e municípios e a destinação dos recursos do fundo social que será criado pelo governo são os itens mais importantes da votação.

“Existem dois temas que são prioridade, o Orçamento e o pré-sal. Com a eleição de Dilma, são pontos definidos, não haverá mudanças no projeto do governo. No caso do Orçamento, é obrigatório votar. O pré-sal, não sei se vai ter clima. Mas vamos tentar retomar as votações na semana que vem”, disse Maia.

Na manhã de ontem, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) reiterou ter certeza de que Dilma manterá o acordo sobre a divisão de royalties do pré-sal, firmado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta defendida por Cabral veta a distribuição igualitária para todos incluída nos projetos de lei do pré-sal pela emenda Ibsen e defende o privilégio aos produtores.

“Vamos ter de ter uma solução específica para recompor o acordo. Não é apenas vetar (a lei, se aprovada com a divisão igualitária). Se vetar, voltamos ao porcentual atual e o porcentual com o modelo de partilha não é bom para o Rio de Janeiro. Já está acordada (a solução)”, disse o governador.

“A partilha é um assunto superado. Já entendíamos que viria. A nossa luta é a perda da participação especial que nós teremos com a aprovação da partilha. Lutamos para que o porcentual do Rio de Janeiro saísse do atual para um maior, em royalties, para compensar a participação especial”, explicou Cabral.

Presidência

Michel Temer não vai renunciar à presidência, mas se dedicará à transição do governo e deixará o dia-a-dia da Câmara com Marco Maia. Ao mesmo tempo que conduzirá a retomada dos trabalhos legislativos, Maia tentará consolidar seu nome dentro do PT como candidato à sucessão de Temer no biênio 2011-2012. Outros dois petistas estão na disputa: o líder do governo, Cândido Vaccarezza (SP), e o ex-presidente Arlindo Chinaglia (SP). O PMDB também insiste em ficar com o cargo, mesmo tendo eleito uma bancada menor que o PT. Em 3 de outubro, foram eleitos 88 deputados petistas e 79 peemedebistas.

“Vou dar início à minha campanha (para presidente da Câmara). Temos duas etapas: primeiro, decidir com os aliados se o PT presidirá nos dois primeiros ou dois últimos anos da legislatura. Entendo que devemos presidir nos próximos dois anos. Depois, iniciaremos o debate interno no partido”, disse o vice-presidente.

Os três possíveis candidatos à sucessão de Temer representam correntes diferentes no PT. Maia é do grupo majoritário, Construindo um Novo Brasil; Chinaglia pertence do Movimento PT e Vaccarezza integra o Novo Rumo. O PMDB tem um nome único para disputar a presidência da Câmara, o atual líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN).

Jornal Midiamax