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Vendedores de coco sugerem quiosques para fim de impasse

Os  vendedores de coco localizados nos altos da Afonso Pena, entrevistados pelo Midiamax, afirmam que são a favor de uma legalização coletiva em torno do serviço deles próprios, com alvarás, por exemplo.  No final da tarde de ontem (30), Agentes da Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura tentaram expulsar os vendedores de água de coco […]

Arquivo Publicado em 31/01/2010, às 18h20

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Os  vendedores de coco localizados nos altos da Afonso Pena, entrevistados pelo Midiamax, afirmam que são a favor de uma legalização coletiva em torno do serviço deles próprios, com alvarás, por exemplo. 

No final da tarde de ontem (30), Agentes da Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura tentaram expulsar os vendedores de água de coco Ronaldo Ivan Zuim, 43, vendedor, Ivando Marcos Zuim, 49, dos altos da Afonso Pena.

Os vendedores dizem que fiscais da prefei os fiscais querem retirá-los do local pelo motivo dos dois pontos ficarem bem próximos à Casa do Paspai Noel. Na manhã de hoje (31), agentes da Guarda Municipal estavam de novo no local onde os homens costumam vender àgua de coco.

“Eu tive de colocar meu trailer mais para baixo [Afonso Pena sentido bairro], aqui ninguém está querendo briga não, a gente o que mais quer é um acordo com a prefeitura seria a melhor coisa, a gente só quer nosso canto para trabalhar em paz”, disse Ronaldo Ivan Zuim, 43, vendedor.

A maioria dos vendedores opinam que, no caso, poderia haver uma legalização junto com uma padronização dos locais onde são comercializados o produto natural.

“A prefeitura tinha que fazer quiosques para acabar com essa briga”, comentou o vendedor Sérgio Luiz Coutr e, 45. A sua esposa, Gracilda Rodrigues Macedo, 43, cabeleireira que ajuda no trailer também é a favor de um acordo para que todos possam trabalhar na avenida. “Porque não faz uns quiosques para cada um, aí acaba essa briga”, disse Gracilda.

Seu Raimundo Fernandes da Silva, 44, que vende coco na Afonso Pena há 17 anos, também acredita que com uma regularização e disponibilização de alvarás, a situação deles melhoraria.

“Tem de juntar todo mundo todos os vendedores e fazer quiosques para nós vendermos”, argumentou Raimundo.

As pessoas que consomem água de coco na região também são a favor da liberação e legalização desse tipo de comércio. Dentre essas pessoas estão Wanda Mendes 37, representante comercial e Shirlei Fernandes 39, manicure, que falam que poderia haver uma liberação padonizadra dos vendedores.

“Acho que tinha que liberar igualmente para que todos possam vender”, disse Wanda. “Acredito que não atrapalha nada, de vender água de coco lá na frente [Casa do Papai Noel], se uns podem acho que todos podem, disse Shirlei.

Para defender os vendedores,  Marco Bezerra, 26, e Gustavo Cabral, que também compram coco na Afonso Pena, afirmam que os vendedores contribuem para que o local seja valorizado. “Aqui é um ponto turístico, tem de ter os pontos o dia inteiro”, disse Gustavo. “Aqui sem os vendedores ficaria um deserto”, comentou Marco.

Jornal Midiamax