Geral

Veículos do Mercosul terão placa comum dentro de 10 anos

O Mercosul aprovou nesta quinta-feira a adoção de uma placa comum para os veículos do bloco com a intenção de que a medida esteja totalmente implantada em um prazo de dez anos, informaram fontes oficiais. “Consideramos que em dez anos todos os veículos do Mercosul estarão circulando com a placa comum”, disse o subsecretário-geral para […]

Arquivo Publicado em 16/12/2010, às 21h24

None

O Mercosul aprovou nesta quinta-feira a adoção de uma placa comum para os veículos do bloco com a intenção de que a medida esteja totalmente implantada em um prazo de dez anos, informaram fontes oficiais.


“Consideramos que em dez anos todos os veículos do Mercosul estarão circulando com a placa comum”, disse o subsecretário-geral para a América do Sul, Central e Caribe, Antonio Simões, em entrevista coletiva.


A unificação das placas do bloco integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e ao qual a Venezuela está em processo de adesão, foi aprovada nesta quinta-feira pelos chanceleres dos quatro países durante a reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul.


“Em um primeiro momento será elaborada uma lista de todos os veículos cadastrados em cada país para depois criar um lista comum. No final de todo o processo, todos usarão a placa comum”, disse o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.


Segundo Simões, o primeiro automóvel com placa comum, o “Mercosul 0001”, será um ônibus híbrido desenvolvido no Brasil, que funciona com eletricidade e etanol, e que os presidentes do Mercosul utilizarão em um de seus deslocamentos em Foz do Iguaçu.


De acordo com Simões, além de permitir a livre circulação dos automóveis por todo o Mercosul, a adoção da placa comum melhorará a segurança da região, já que permitirá que as autoridades de cada país tenham um maior controle sobre os veículos que passam pelas fronteiras.


O diplomata acrescentou que a medida também permitirá que as autoridades possam cobrar multas dos motoristas de veículos de países vizinhos que cometam infrações.


Segundo Simões, a ideia é que as placas comecem a ser usadas dentro de dois anos por caminhões de carga e que depois se estenda de forma gradual aos ônibus e carros de turismo, até abranger todo o parque automotivo do bloco.

Jornal Midiamax