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Tumulto, congestionamento e satisfação marcam primeiro dia de embarque na nova rodoviária

Foi um misto de situações na plataforma e saguão do novo terminal rodoviário Antônio Mendes Canale; estrutura chamou a atenção dos moradores e viajantes

Arquivo Publicado em 01/02/2010, às 04h34

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Foi um misto de situações na plataforma e saguão do novo terminal rodoviário Antônio Mendes Canale; estrutura chamou a atenção dos moradores e viajantes

1º de fevereiro de 2010 – Campo Grande inaugura o novo terminal rodoviário Antônio Mendes Canale, na região do Bairro Universitária

À 00h18 fogos de artifícios sinalizam que os primeiros ônibus deixam a plataforma do terminal com destino a Corumbá, cidade a 460 quilômetros de Campo Grande.

Dona Hilda do Nascimento, 60, moradora do Bairro Tijuca é uma das primeiras passageiras. Ela recebe a sacola com o kit – água, bombom e panfletos turísticos – e comemora o passeio para Corumbá. “Achei ótima a nova rodoviária. Fiquei muito feliz”.

No saguão, tumulto, empurra-empurra. Passageiros com malas, sacolas e encomendas embrulhadas em papelão ou sacos plásticos tentam entrar na área das plataformas. Um vidro separa a multidão do espaço reservado aos ônibus.

“Não avisaram os passageiros que além da passagem tem que ter o tíquete de embarque e deu essa confusão. Mas, a rodoviária é bem estruturada”. Essa foi a primeira impressão da engenheira de produção Luciana Gugelmin, 31, uma das primeiras passageiras a embarcar. O destino, Três Lagoas, a 230 quilômetros da Capital.

Quem embarca despede-se de amigos, parentes. O mesmo ponto de despedida também é o de chegada. Mas, na madrugada ao menos 700 passageiros deixaram a Cidade Morena para trás. Alguns voltam, outros quem sabe.

A estudante Michele Torres, 28, seguia para Adamantina (SP). Ela passou férias em Campo Grande, mas mora em Lucélia (SP). “Essa nova rodoviária é muito bem estruturada e hoje está agitado porque é o primeiro dia. Por isso vamos dar um desconto”, brinca.

Com o carrinho lotado de caixas e sacolas, dona Onésia Ciza Lima, 55, enfrentou o tumulto. “Deu o que fazer para encontrar meu ônibus, mas aqui estou, cheguei e essa rodoviária é linda!”, comemora.

Das 25 plataformas, ao menos 13 tinham ônibus.

“Foi um sonho realizado principalmente pela parceria pública privado. Campo Grande agora terá um terminal referência no Brasil”, disse o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) em discurso. Foram R$ 15 milhões para que o novo terminal fosse construído e posto em funcionamento.

“Foi marcada por polêmica desde o inicio. A obra da rodoviária do Cabreúva terá outra destinação que será o Centro de Belas Artes (R$ 12 milhões)”, anunciou o governador André Puccinelli (PMDB).

Ainda no saguão, familiares, amigos de passageiros, agentes políticos e líderes comunitários acompanharam o primeiro dia de funcionamento da nova rodoviária. A música paraguaia aos fundos tirou o estresse dos que tentavam embarcar, mas tinham que enfrentar o tumulto inicial.

Do lado de fora, 30 taxistas e 30 mototaxistas aguardam para daqui para frente a freguesia no novo ponto.

No primeiro dia de funcionamento, o estacionamento não foi cobrado. Carros oficiais lotaram o espaço.

Do lado da Avenida Gury Marques, congestionamento uma hora antes dos primeiros embarques. Após os fogos de artifícios e as despedidas, tudo parece ter voltado ao curso normal.

Mas, para as moradoras do Pioneiros, que foram ver de longe, na parte dos fundos a plataforma de embarque com os ônibus altos e com aparência de novos, toda a movimentação trouxe satisfação. “Tudo aqui já está valorizado. Muito bom ver isso tudo. Aqui está perto da mata, longe da poluição”, disse a dona-de-casa Cleusa Marlene, 59. A neta de 10 anos Lívia finaliza dizendo que queria era mesmo viajar.

Jornal Midiamax