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TSE suspende vídeo de Serra que mostra apoio de Collor a Dilma

O ministro do TSE, Joelson Dias, determinou que coligação “O Brasil Pode Mais”, do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, retire do ar propaganda que veicula cenas do senador Fernando Collor (PTB) pedindo votos para a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff. No vídeo, transmitido em inserções de 15 segundos desde a […]

Arquivo Publicado em 06/09/2010, às 01h55

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O ministro do TSE, Joelson Dias, determinou que coligação “O Brasil Pode Mais”, do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, retire do ar propaganda que veicula cenas do senador Fernando Collor (PTB) pedindo votos para a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff.


No vídeo, transmitido em inserções de 15 segundos desde a noite de sábado (4), Collor pede a eleitores que não esqueçam o “nome de Dilma Rousseff” e o número dela na urna.


A coligação da candidata petista à Presidência, “Para o Brasil Seguir Mudando”, pediu a suspensão da propaganda sob o argumento de que na veiculação de inserções é vedada a utilização de gravações externas. A coligação alega ainda que a manutenção “dessa espécie de publicidade irregular é francamente nociva e expõe o eleitor a uma informação falsa sobre o quadro da disputa”.


Ao acatar o pedido de suspensão, o ministro Joelson Dias destacou que, “aparentemente”, a inserção teria realmente “se valido de gravação externa, o que é vedado pela legislação eleitoral.


Nesta tarde, em entrevista coletiva, Dilma Rousseff evitou comentar sobre um possível constrangimento de sua parte por ser apoiada por Fernando Collor, que concorre ao governo de Alagoas. A petista avaliou como “mecanismo escuso” o fato de adversários usarem o apoio de Collor para criticá-la.


“Não tenho a mesma posição histórica do presidente Collor. Se ele quiser apoiar minha candidatura é uma questão de liberdade democrática. Posições éticas eu compartilho com as minhas. Tenho vários apoios lá [em Alagoas], inclusive do Ronaldo Lessa [candidato do PSB ao governo local]”, afirmou Dilma.

Jornal Midiamax