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Testemunhas dizem que choque de carrinhos deixou feridos

Testemunhas do acidente que deixou pelo menos 16 feridos na tarde desta quinta-feira (23) no parque de diversões Playcenter, na Zona Oeste de São Paulo, disseram que dois carrinhos se chocaram na montanha-russa chamada “Looping Star”. As pessoas que estavam no brinquedo foram projetadas para frente e bateram o rosto, ainda segundo essas testemunhas. A […]

Arquivo Publicado em 23/09/2010, às 21h49

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Testemunhas do acidente que deixou pelo menos 16 feridos na tarde desta quinta-feira (23) no parque de diversões Playcenter, na Zona Oeste de São Paulo, disseram que dois carrinhos se chocaram na montanha-russa chamada “Looping Star”. As pessoas que estavam no brinquedo foram projetadas para frente e bateram o rosto, ainda segundo essas testemunhas. A assessoria do parque diz que todos os feridos receberam atendimento no ambulatório e foram levados ao Hospital Metropolitano. A informação inicial era de 15 atendidos, depois o número subiu para 16.


O funcionário público Joedson Oliveira, de 30 anos, atribuiu a um “erro humano” o acidente que deixou os feridos. Ele diz que estava no brinquedo e houve pânico. “Um carrinho estava parado na plataforma para partir. O outro chegou por trás e não freou. Aí teve o impacto”, afirmou. Oliveira é funcionário de uma escola pública de Carapicuíba e acompanhava os alunos na excursão.


Segundo ele, quatro estudantes com idades entre 14 e 16 anos estavam no “Looping Star”. Oliveira conta que, com a batida, algumas pessoas foram projetadas para frente e bateram o rosto no brinquedo. “Os ferimentos não foram muito graves. Era sangramento no nariz, na boca e dores musculares. Acredito que foi erro humano”, afirmou.


A professora Sônia Pereira, que trabalha na mesma escola, ainda estava por volta das 18h10 no parque. Ela foi ao Playcenter com um grupo de cerca de 300 estudantes de Carapicuíba, que viajaram em seis ônibus. A mulher estava revoltada com o acidente. “Estamos reivindicando o ressarcimento do que as crianças pagaram. A sensação é horrível, porque somos responsáveis”, disse. Segundo a professora, cada criança pagou R$ 55 para passar o dia no parque.


A estudante Bianca Oliveira Lima, de 11 anos, trincou o maxilar no acidente. Ela falou depois de receber alta do Hospital Metropolitano e estava acompanhada da mãe, Elinalva Oliveira Lima, de 33 anos. A menina diz que outros três amigos da escola ficaram feridos, um deles quebrou o nariz. Ele passará por cirurgia nesta sexta-feira (24).


Bianca contou que o carrinho onde ela e os amigos estavam subia pelos trilhos quando a composição da frente parou. Os carrinhos colidiram, o de trás desceu de ré e voltou a subir, batendo de novo. A mãe recebeu um telefonema do Playcenter por volta das 14h40 avisando do acidente. “Falaram que não era nada grave, então fiquei mais tranquila”, disse Elinalva.


Colega de escola de Bianca, Rodrigo do Nascimento Amaral, de 10 anos, bateu o nariz no banco da frente e teve um sangramento. “O freio não queria parar, ele [carrinho] veio muito forte e bateu”, contou sobre o acidente. Segundo as crianças, um menino desmaiou após a colisão. A mãe de Rodrigo, Márcia Ângelo Silvina Amaral, de 43 anos, recebeu o telefonema do parque por volta das 15h30. “Eu fiquei muito nervosa e comecei a chorar”, lembrou.


“Looping Star” é uma montanha-russa que atinge velocidade de até 90 km/h. O trem faz um percurso de 592 metros passando por um looping e curvas radicais, conforme informações do site do Playcenter. O parque continuou aberto, mas o brinquedo foi interditado.

Jornal Midiamax