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Termina o segundo dia de audiência do caso Mércia

Terminou por volta das 19h desta terça-feira (19) o segundo dia da audiência de instrução do caso Mércia. Oito testemunhas arroladas pela defesa de Mizael falaram. A audiência deverá ser retomada nesta quarta (20) à tarde. O delegado Antônio de Olim, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prestou depoimento durante cerca de […]

Arquivo Publicado em 20/10/2010, às 00h21

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Terminou por volta das 19h desta terça-feira (19) o segundo dia da audiência de instrução do caso Mércia.


Oito testemunhas arroladas pela defesa de Mizael falaram. A audiência deverá ser retomada nesta quarta (20) à tarde.


O delegado Antônio de Olim, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prestou depoimento durante cerca de duas horas e meia. Ele afirmou que o ex-namorado da vítima, Mizael Bispo de Souza, se contradisse durante os interrogatórios realizados no decorrer da investigação.


“Não batem nenhum dos depoimentos dele, nenhuma das versões”, afirmou Olim, a quarta testemunha de defesa ouvida nesta terça-feira (19), segundo dia de audiência.


O delegado falou detalhes das investigações e sobre o depoimento do vigia Evandro Bezerra Silva, colhido em Aracaju (SE) logo depois da prisão do suspeito de participação no crime. A defesa de Evandro alega que ele foi agredido por policiais da cidade para confessar o crime.


Olim disse que esteve praticamente em todo momento, depois que chegou na cidade, com o suspeito e que ele não falou sobre a suposta agressão. “Em momento algum eu vi tortura”, afirmou o delegado.


Na saída do fórum, Olim disse acreditar que “com o trabalho que fizeram, colocaram ele [Mizael] na cena do crime”.


Das sete testemunhas de defesa de Evandro, quatro foram dispensadas. Por volta das 17h30 desta terça-feira (19), faltavam ser ouvidas sete testemunhas: quatro de Mizael e três de Evandro.


A ex-mulher de Mizael Bispo de Souza, Nilza Porto de Souza, também prestou depoimento nesta terça, mas na condição de “informante”, ou seja, sem o compromisso de falar a verdade. Nilza havia sido arrolada como testemunha de defesa e passou a ser ouvida como informante após pedido do Ministério Público, acolhido pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano. O MP alegou que, por ter tido um relacionamento com Mizael, acusado da morte de Mércia, e ter tido uma filha com ele, ela poderia ser “suspeita de parcialidade”.


Nilza afirmou que o relacionamento com Mizael era “muito bom”. Quando questionada porque, então, tudo terminou, ela disse que “parou de gostar” de Mizael e afirmou que tinha muitos ciúmes dele, e que ele tinha pouco ciúmes dela.Ela negou que tenha lavrado boletins de ocorrência contra Mizael. Entretanto, quando a pergunta foi refeita, ela confirmou que foi a uma delegacia registrar queixa contra o ex-marido, mas que fez isso após o término do casamento por “não aceitar o fim do relacionamento”. Ela também alegou pressão familiar e insistia que quando fez isso era “muito nova”.


A primeira testemunha a ser ouvida nesta terça-feira foi Maria Aparecida de Araújo, que trabalhava como doméstica de Mizael. Ela informou que conhecia o advogado desde 2006, fazendo faxina duas vezes por semana. O depoimento dela durou cerca de dez minutos e ela confirmou que conhecia Mércia, que costumava dormir na casa de Mizael. Ela confirmou o relacionamento de Mizael e Mércia.


Nesta quarta-feira (20), haverá os depoimentos de quatro testemunhas do juízo, seguidos dos interrogatórios dos réus.

Jornal Midiamax