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Serra põe no ar programa mais agressivo da campanha

No programa mais agressivo veiculado desde o início da campanha eleitoral, o presidenciável tucano José Serra foi à televisão na noite desta quinta-feira para assumir a dianteira nas críticas ao vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. No vídeo, no qual Serra se diz “indignado” com os acontecimentos, o PSDB utilizou o caso da quebra […]

Arquivo Publicado em 03/09/2010, às 00h39

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No programa mais agressivo veiculado desde o início da campanha eleitoral, o presidenciável tucano José Serra foi à televisão na noite desta quinta-feira para assumir a dianteira nas críticas ao vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. No vídeo, no qual Serra se diz “indignado” com os acontecimentos, o PSDB utilizou o caso da quebra do sigilo da filha do tucano, Verônica Serra, para trazer à campanha os principais escândalos que marcaram o governo Lula e relembrar até mesmo o caso Lurian.


Na campanha de 1989, Lurian, filha que Lula teve fora do casamento com Miriam Cordeiro, foi usada pelo então candidato à Presidência, Fernando Collor, como arma de campanha. Collor, que venceu Lula nas eleições daquele ano, hoje faz parte da aliança que apoia a presidenciável petista Dilma Rousseff.


Além de dizer que o PT faz hoje com a filha de Serra o mesmo que fizeram com a família de Lula em 1989, o programa do PSDB relembrou crises como o mensalão, eclodido em 2005; o dossiê dos aloprados, que estourou na eleição de 2006; e episódio da quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, no mesmo ano.


Além de destacar a reaproximação entre o PT e Collor, o programa destacou também a participação do ex-ministro José Dirceu na campanha. “Hoje assim como Collor, Zé Dirceu está com a Dilma”, diz o filme.


Serra assumiu pessoalmente a tarefa de responder às notícias sobre os vazamentos de informações da Receita.


“Estou indignado com isso. Isso não é política não. Isso é sujeira”, disse Serra. “Eu jamais aceitaria ser presidente a qualquer preço”, emendou. Serra afirmou que a disputa política “tem que ter limite”.


O presidenciável tucano citou ainda o período em que militou contra a ditadura e comparou-se ao caseiro Francenildo, cujo sigilo bancário foi quebrado em meio às denúncias que derrubaram o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. “Se continuar assim, todos nós seremos Francenildos”, disse Serra.


O filme exaltou Serra como um “governante ficha limpa” e falou da “seriedade” na biografia do tucano. Disse que ele é “mais preparado” e tem “mais biografia que a Dilma”.

Jornal Midiamax