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Secretário teme desfalque de médicos com serviço militar

O secretário de Saúde de Campo Grande Luiz Henrique Mandetta informou hoje que teme novo desfalque de médicos na rede municipal de saúde em razão da convocação de médicos para o serviço militar obrigatório. Ele não soube precisar o quantitativo, mas admitiu que ficará difícil manter a normalidade das escalas. Segundo ele, a partir do […]

Arquivo Publicado em 25/01/2010, às 19h29

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O secretário de Saúde de Campo Grande Luiz Henrique Mandetta informou hoje que teme novo desfalque de médicos na rede municipal de saúde em razão da convocação de médicos para o serviço militar obrigatório. Ele não soube precisar o quantitativo, mas admitiu que ficará difícil manter a normalidade das escalas.

Segundo ele, a partir do dia 1º de fevereiro os homens deverão se apresentar ao Exército. Conforme Mandetta, eles devem cumprir um estágio obrigatório de 45 dias. Estes profissionais terão que retornar ao Exército por não terem cumprido o tempo obrigatório no serviço militar, possivelmente interrompido por conta da faculdade.

Desde o dia 18, um contingente de médicos que estava em férias começou a retor-nar ao trabalho. Mandetta explica que os médicos tem o direito de escolher quando querem desfrutar ao menos 15 dias das férias, só sendo possível à prefeitura definir os outros 15.

Hoje, o secretário junto com o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) esteve no UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida onde pacientes cansados de esperar pelo atendimento invadiram o local na noite da quinta-feira passada.

Ao contrário do que pode se supor, Mandetta esclareceu que a unidade não é garante de médicos. Para ele, o incidente tem a ver com a demanda excessiva do período e com o fato de os usuários estarem fazendo “mal uso” do local.

Como o posto é novo tem atraído, tem atraído pessoas que estão em busca de experimentar a unidade, em busca de atendimento elementares como aferição de pressão e retirada de pontos. Essa romaria de pacientes sem gravidade estaria sobrecarregando o posto e retardando o atendimento de casos mais graves.

Na reunião com representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública, no posto, nesta manhã, o prefeito Nelsinho Trad pediu a presença de policiais militares no local. Ele quer ainda ronda constante da PM nos postos de saúde 24 horas para garantir a segurança dos trabalhadores. A Secretaria vai avaliar o assunto.

Jornal Midiamax