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Saída de Ciro vira problema para Lula

Além de embalar a pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem outra tarefa. No caso, bem mais espinhosa: como convencer Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, a sair do páreo. Apesar da pesquisa da Datafolha que mostrou crescimento do virtual candidato do PSDB, o governador José Serra (SP), Lula mantém […]

Arquivo Publicado em 28/03/2010, às 20h15

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Além de embalar a pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem outra tarefa. No caso, bem mais espinhosa: como convencer Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, a sair do páreo.

Apesar da pesquisa da Datafolha que mostrou crescimento do virtual candidato do PSDB, o governador José Serra (SP), Lula mantém a avaliação de que convém ao governo patrocinar uma disputa plebiscitária contra os tucanos. Nesse contexto, seria melhor retirar a candidatura de Ciro, deputado federal pelo Ceará.

O problema é que as relações entre Ciro e o PT pioraram nas últimas semanas. A versão de que Lula faz uma maldade com o aliado do PSB, tirando-lhe todo o gás político, parece que arranhou um pouco a boa relação pessoal entre os dois. Ciro estaria magoado, segundo interlocutores dele e de Lula.

A hipótese de Ciro ser vice de Dilma virou pó. O deputado federal fustiga todo dia o PMDB, partido ao qual está prometida a vice e legenda que não tem por ele apreço a ponto de renunciar a uma posição tal vital.

Após adiamentos, Lula deverá, sim, ter aquela conversa olho no olho com Ciro. O novo prazo agora é a segunda quinzena de abril.

Na última pesquisa Datafolha, Ciro ficou estacionado em relação ao levantamento anterior, assim como Dilma. Serra subiu quatro pontos e obteve 36%. Dilma oscilou negativamente um ponto percentual (27%). Ciro também, 11%. E a senador Marina Silva (PV-AC) manteve seus 8%.

Senadora patina

Desde a pesquisa Datafolha realizada entre 14 e 18 de dezembro, Marina continua com o mesmo percentual. Já realizou uma bateria de programas populares de TV e fez viagens pelo país. É verdade que sua exposição na mídia é baixa na comparação com as de Serra e Dilma.

Mas seu discurso é muito genérico. Para fugir do carimbo ambiental, faz propostas que soam semelhantes às de Serra e Dilma, patrocinados por máquinas políticas mais poderosas. É preciso inovar para sair da condição de mera coadjuvante.

Para ser uma sensação eleitoral, cairia bem terminar essa disputa na casa dos 15 pontos. Menos do que isso, garantirá um lugar de apoiadora de relevo no segundo turno. Hoje, esse apoio estaria mais para Serra do que para Dilma.

Jornal Midiamax