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PT vai à caça de infiéis após as eleições presidenciais

Casos como o da prefeita de Santa Rita do Pardo que apoiou Puccinelli serão discutidos após 31 de outubro

Arquivo Publicado em 25/10/2010, às 12h52

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Casos como o da prefeita de Santa Rita do Pardo que apoiou Puccinelli serão discutidos após 31 de outubro

O PT em Mato Grosso do Sul deixou para depois do segundo turno a abertura de processo interno contra filiados que praticaram infidelidade partidária nas eleições deste ano. O presidente regional da sigla, Marcus Garcia, está hoje em Campo Grande para reunião no partido na qual será definida a programação da semana para a campanha pró-Dilma Rousseff no Estado.

“Tiramos uma decisão interna de deixar a discussão de todos os conflitos e divergências para depois do segundo turno. Neste momento todos vamos nos concentrar na campanha da Dilma”, mencionou o dirigente.

Marcus conta que já houve provocações de filiados do PT ao Diretório Regional que podem resultar em processos internos contra ‘infiéis’ após as eleições. Um dos casos é o da prefeita de Santa Rita do Pardo, Eledir Barcellos, que declarou apoio à reeleição de André Puccinelli (PMDB) ao governo do Estado. O PT tinha Zeca do PT como candidato ao posto.

A provocação contra a prefeita teria sido feita com base em reportagens veiculadas na imprensa. Há ainda outros casos de possível infidelidade no interior do Estado, como um vereador de Bataguassu que contrariando o partido também teria feito campanha para Puccinelli.


Quando declarou apoio a Puccinelli no mês de agosto, ou seja, em plena campanha eleitoral, Eledir disse que a atitude era um reconhecimento ao bom tratamento dado pelo governador a Santa Rita do Pardo e região. Casos de infidelidade podem ser punidos com penas que vão de advertência a expulsão da legenda, dependendo da gravidade do ato.

Campanha Pró-Dilma

Marcus conta que hoje, na reunião do Diretório, os petistas devem definir intensa programação no interior do Estado para esta última semana de campanha antes das eleições. O pleito que decidirá entre Dilma e José Serra (PSDB) para a presidência da Nação será no domingo, dia 31.

Marcus adianta que está sendo planejada, por exemplo, uma atividade em Dourados na próxima quarta-feira. A ideia, segundo ele, é fazer caminhada e panfletagem nas ruas principais ruas do município pela manhã ou à tarde. À noite, o partido pretende fazer uma plenária pró-Dilma. Horário e local ainda não foram definidos.

MS está entre os oito estados brasileiros onde José Serra obteve mais votos do que a petista. “Estamos trabalhando para encerrar as eleições com a grata notícia de que Dilma virou o jogo em Mato Grosso do Sul”, afirma o dirigente.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostrou que Dilma Rousseff tem 50% das intenções de votos contra 40% de José Serra, quando contabilizados os votos totais. Brancos, nulos ou nenhum registraram 4% e os indecisos 6%. Quando apurados os votos válidos (excluídos indecisos, nulos e brancos), a candidata do PT tem 56% contra 44% do candidato do PSDB.

Jornal Midiamax