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Protesto em Naviraí pede soltura de ex-superintendente do Incra

Por volta das 13h deste domingo (5), em Naviraí, aconteceu uma manifestação em prol da libertação de Waldir Cipriano Nascimento, Ex-Superintendente Regional do INCRA/MS. O manifesto foi frente ao prédio da Policia Federal da cidade, promovida pelos assentados da Fazenda Paquetá , Pé de Boi, Israel e Santa Monica do Município de Sidrolândia, além de amigos. […]

Arquivo Publicado em 05/09/2010, às 23h30

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Por volta das 13h deste domingo (5), em Naviraí, aconteceu uma manifestação em prol da libertação de Waldir Cipriano Nascimento, Ex-Superintendente Regional do INCRA/MS.


O manifesto foi frente ao prédio da Policia Federal da cidade, promovida pelos assentados da Fazenda Paquetá , Pé de Boi, Israel e Santa Monica do Município de Sidrolândia, além de amigos.


O protesto reivindicou a soltura de Waldir Cipriano, e pediu ao Juiz provas que o mantêm preso.


O caso


Waldir foi preso junto com outras 18 pessoas na última segunda-feira, dia 30, durante a Operação Tellus da Polícia Federal (PF) de Naviraí. Nascimento é suspeito de participar de um esquema de fraude na divisão de lotes que deveriam ser destinados ao programa da reforma agrária em Mato Grosso do Sul.


Ele está está recolhido na carceragem da PF em Naviraí, região Sul de MS.


De acordo com a PF, as investigações começaram há oito meses. Em 2007, o Incra investiu R$ 130 milhões na aquisição de quatro fazendas do Complexo Santo Antônio, em Itaquiraí. Cerca de 17 mil hectares foram desapropriados e distribuídos em quatro projetos de assentamento de sem-terras nos distritos de Santo Antônio em Itaquiraí e Caburei e Foz do Rio em Amambai.


No fim de 2008, os lotes foram sorteados de forma irregular. Os melhores lotes foram reservados aos líderes dos movimentos sociais. Além disso, houve desrespeito ao cadastro prévio de acampados – a Relação de Beneficiários (RB), com a distribuição de 497 lotes a pessoas não habilitadas e a desconsideração de 425 pessoas habilitadas que não receberam lotes.


Segundo a PF, a quadrilha também vendia lotes ilegalmente. Alguns viraram sítios de lazer. Também houve recebimento de propina por parte de servidores do Incra para a exclusão de imóveis rurais do processo de avaliação para verificação de produtividade.


A operação envolveu 137 policiais. Além das prisões, foram apreendidas armas e cerca de R$ 60 mil na casa dos envolvidos.





Jornal Midiamax