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Promotor ingressará com ação para preservação da antiga ferrovia

Com o objetivo de preservar o patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da Estação Ferroviária de Três Lagoas, assim como de todos os bens e imóveis em suas imediações, o Ministério Público Estadual, através do promotor de Meio Ambiente, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, ingressará com uma ação civil pública contra a União. Segundo o promotor, […]

Arquivo Publicado em 26/10/2010, às 18h40

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Com o objetivo de preservar o patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da Estação Ferroviária de Três Lagoas, assim como de todos os bens e imóveis em suas imediações, o Ministério Público Estadual, através do promotor de Meio Ambiente, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, ingressará com uma ação civil pública contra a União.

Segundo o promotor, em 1997, através de uma lei o Governo do Estado tombou o prédio da Estação Ferroviária, assim como outros imóveis e objetos “A ferrovia possui prédios históricos, antigos como os barracões no DOS, a Ponte Ferroviária, entre muitos outros materiais tombados em 1997 e que não tem nenhum tipo de preservação por parte dos órgãos públicos”, destacou.

A preocupação do Ministério Público é que com a construção do novo contorno ferroviário, e conseqüentemente com a não utilização do trecho que corresponde a Estação Ferroviária por parte da ALL (América Latina Logística) o patrimônio seja destruído.

Para o promotor, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tem obrigação de cuidar de todos os bens que pertenciam à rede ferroviária. Ele informou que compete ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizar investimentos nos locais, o que não acontece “Não vejo formalização de proposta para a preservação do patrimônio, que é de todos as gerações, das passadas e futuras”, frisou.

Oliveira ressaltou que nem mesmo as casas da antiga ferrovia podem ser demolidas, ou alteradas, a não ser com a permissão do IPHAN “As casas, maquinários, equipamentos, o Estádio da Aden devem ser preservados, e não apenas o Museu”, comentou.

A intenção, segundo Antonio Carlos, é preservar o trecho da ferrovia, compreendido entre a rua João Dantas Filgueira até a avenida Clodoaldo Garcia Vila, tornando assim, um ponto turismo do município

Jornal Midiamax