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Presidente paraguaio retornará a São Paulo para tratamento

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, viajará para São Paulo na semana que vem para exames médicos e poderá submeter-se à sua terceira sessão de quimioterapia para tratar um câncer linfático, informou nesta segunda-feira (13) um dos médicos dele. Lugo, 59, vem restringindo suas atividades por receio de contrair infecções, já que ficou com as […]

Arquivo Publicado em 13/09/2010, às 21h21

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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, viajará para São Paulo na semana que vem para exames médicos e poderá submeter-se à sua terceira sessão de quimioterapia para tratar um câncer linfático, informou nesta segunda-feira (13) um dos médicos dele.


Lugo, 59, vem restringindo suas atividades por receio de contrair infecções, já que ficou com as defesas baixas depois da segunda sessão de quimioterapia. Atualmente estão suspensas todas as suas viagens ao exterior, que dependem das informações sobre a evolução de sua doença.


Ele recebeu o diagnóstico de câncer linfático, chamado linfoma não-Hodgking, em agosto.


No Brasil, o presidente paraguaio passará por exames para verificar se o tratamento está dando resultados.


“Ele (Lugo) tem de fazer o Pet scan (um tipo de tomografia) e se isso requerer hospitalização, o mais lógico seria ganhar tempo e fazer as duas coisas juntas”, disse o médico Alfredo Boccia, consultado sobre a possibilidade de uma sessão de quimioterapia no Brasil.


Boccia acrescentou que Lugo não se sente mal, mas deve restringir suas atividades oficiais para evitar contato com um grande número de pessoas até que recupere as defesas e assim evite uma complicação infecciosa.


“Vemos que ele está bem e não podemos mentir nesta situação porque as pessoas o veem com frequência. Não o estão vendo estes dias porque está com uma baixa em suas defesas. Mas nos próximos dias o verão com boa aparência”, disse o médico. “Perdeu o cabelo, nada mais”, acrescentou.


Lugo assumiu o poder em 2008, para um mandato de cinco anos. Desde meados de agosto, ele se submeteu a duas sessões de quimioterapia, sendo a primeira no hospital Sírio-Libanês, para onde retornará no fim do mês.


Depois disso, o presidente inaugurou obras, manteve reuniões frequentes com seus ministros e colaboradores e assegurou que a doença não interferirá em suas funções como chefe de Estado.

Jornal Midiamax