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Presidente eleito do Chile quer melhorar laços com Peru e Venezuela

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, afirmou que quer “tirar do congelador” as relações com o Peru e manter um clima de respeito com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. “Quero que a agenda de futuro com o Peru saia do refrigerador”, disse Piñera, em entrevista publicada hoje pelo jornal “La Tercera”, em alusão […]

Arquivo Publicado em 24/01/2010, às 14h08

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O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, afirmou que quer “tirar do congelador” as relações com o Peru e manter um clima de respeito com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.


“Quero que a agenda de futuro com o Peru saia do refrigerador”, disse Piñera, em entrevista publicada hoje pelo jornal “La Tercera”, em alusão ao esfriamento dos vínculos entre o Chile e seu vizinho do norte, após a demanda que Lima apresentou na Corte Internacional de Justiça devido aos limites marítimos.


“Com o Peru, tivemos sempre duas agendas: uma do passado, que tende a nos dividir, e outra do futuro, que tem que nos unir”, disse o presidente eleito em 17 de janeiro, quando, à frente de uma coalizão de direita, derrotou em segundo turno o candidato governista, Eduardo Frei.


“A [agenda] do passado hoje está em Haia”, acrescentou Piñera, que se declarou “absolutamente convencido” de que “50 anos de história, a forma como foi exercida a soberania nesse mar, os tratados internacionais de 52 e 54, o direito internacional, estão do lado do Chile”.


Sobre o presidente Hugo Chávez, que há poucos dias lhe advertiu “que não se meta com a Venezuela”, Piñera disse que não pretende interferir nos assuntos internos do país, e espera que a Venezuela não pretenda “fazer o mesmo nos assuntos internos chilenos”.


Em outra entrevista, publicada pelo jornal “El Mercurio”, o presidente eleito lembrou que um pilar da política externa do Chile é o respeito ao direito internacional, à autodeterminação dos povos e à não interferência em assuntos de outros países.


“Isso será cumprido fielmente”, ressaltou Piñera, que, no entanto, precisou que também pode expressar sua opinião “com firmeza e respeito”.


“Eu não me ofenderia se ele [Chávez] dissesse que o modelo que ele está aplicando na Venezuela é muito diferente do que eu tento aplicar no Chile”, disse Piñera, que disse não saber ao ser questionado se tem expectativas de que o presidente venezuelano assista a sua posse.

Jornal Midiamax