Prefeito diz que demissão em massa de médicos “não existe”

O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB) garantiu hoje ao entregar kits escolares em centros de educação infantil nas Moreninhas que a demissão de médicos em massa dos postos de saúde como forma de protesto contra falta de segurança “não existe”. “Estamos trabalhando junto com a categoria”, assegurou o prefeito que também é médico […]
| 09/03/2010
- 19:46
Prefeito diz que demissão em massa de médicos “não existe”

O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB) garantiu hoje ao entregar kits escolares em centros de educação infantil nas Moreninhas que a demissão de médicos em massa dos postos de saúde como forma de protesto contra falta de segurança “não existe”.

“Estamos trabalhando junto com a categoria”, assegurou o prefeito que também é médico por formação. Ontem, uma audiência pública na Câmara dos Vereadores discutiu o assunto. O prefeito não compareceu. “Tinha outro compromisso”, justificou.

No mês de fevereiro, uma reunião entre a Comissão de Saúde da Câmara Municipal e representantes do Sindicato dos Médicos e da Associação Médica apontou para o risco de debandada de profissionais dos postos de saúde devido aos casos recorrentes de violência.

Na audiência de ontem, na Câmara quem representou a prefeitura na ocasião foi o Secretário Adjunto da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Leandro Martins. Segundo ele, as frequentes agressões sofridas por médicos plantonistas, em unidades 24 horas, têm preocupado a Sesau.

“Tivemos audiência com o prefeito e constatou que os centros regionais de saúde estão habilitados para ter policiamento. Temos que ter boletins de ocorrência para registrar a violação dos direitos que são preservados pela Constituição Federal. A criação de postos policiais 24 horas é uma questão fundamental para melhoria de atendimento”, disse.

Neste ano, o prefeito da Capital já bateu às portas da segurança pública em busca de policiamento nos postos de saúde. O Secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, explicou que não tem efetivo para manter policiamento constante dentro das unidades de saúde.

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