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Por reajuste, servidores da educação ‘fecham Assembleia’ e ônibus com manifestantes são barrados

Na Casa de Leis, o protesto ganha tom de ironia e humor. Faixas e cartazes dão ultimato aos parlamentares com dizeres: “Big Brother da Assembleia Legislativa: em outubro tem paredão”

Arquivo Publicado em 30/03/2010, às 12h32

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Na Casa de Leis, o protesto ganha tom de ironia e humor. Faixas e cartazes dão ultimato aos parlamentares com dizeres: “Big Brother da Assembleia Legislativa: em outubro tem paredão”

Por reajuste salarial, manifesto já reúne ao menos duzentos professores no Parque dos Poderes nesta manhã. Eles ‘fecham a Assembleia Legislativa’ e os ônibus com manifestantes do interior do Estado são barrados nas saídas para São Paulo, Sidrolândia e Três Lagoas, segundo informações do presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, Jaime Teixeira, que encabeça a manifestação.

Os servidores da educação fizeram uma caminhada pela Avenida Mato Grosso até chegar ao Parque dos Poderes.

Na Casa de Leis, o protesto ganha tom de ironia e humor. Com faixas e cartazes os professores ameaçam retalhar os parlamentares – a maioria candidato à reeleição – com afirmações como: “Big Brother da Assembleia Legislativa: em outubro tem paredão”. A sessão deve começar em instantes.

Dos 24 deputados, somente onze acompanham o começo da sessão. O Midiamax em instante noticia quem são os faltosos.

Enquanto isso, é esperada a presença do governador André Puccinelli (PMDB) em solenidade no Centro de Convenções Rubem Gil de Camillo, que fica também no Parque dos Poderes.

Operação abafa

Desde ontem a informação de bastidores é que a Polícia Militar ‘fecharia’ o Parque dos Poderes para conter os manifestantes. É tradicional em época eleitoral os servidores reivindicarem melhores condições de trabalho e reajuste, pois para as categorias, a única pressão que surte efeito na classe política são protestos em anos de campanha.

Mas, tantos os PMs como os policiais civis estão insatisfeitos com o reajuste que ficou entre 5% e 11.77%.

Conforme o presidente da Fetems, a motivo encontrado pelos policiais militares para ‘segurarem’ os ônibus e conterem a entrada de manifestantes do interior têm sido a falta de extintor, cinto de segurança e até nota fiscal. O Midiamax acompanha a situação.

Jornal Midiamax