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Petrobras se torna a 4ª maior empresa de energia do mundo

O ranking das maiores empresas de energia do mundo trouxe, na sua mais recente edição (referente a 2009), duas evidências de uma possível tendência de reviravolta do mercado mundial, com companhias de países emergentes ocupando postos antes pertencentes a empresas de nações desenvolvidas. A Petrobras mais do que dobrou o seu valor de mercado (aumento […]

Arquivo Publicado em 26/01/2010, às 11h52

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O ranking das maiores empresas de energia do mundo trouxe, na sua mais recente edição (referente a 2009), duas evidências de uma possível tendência de reviravolta do mercado mundial, com companhias de países emergentes ocupando postos antes pertencentes a empresas de nações desenvolvidas.

A Petrobras mais do que dobrou o seu valor de mercado (aumento de 103%) e com isso pulou da 9ª para a 4ª posição no ranking, agora avaliada em US$ 199,2 bilhões. Com isso, a brasileira ultrapassou as francesas GDF Suez e Total (que no ranking anterior estavam na 8ª e na 7ª posições, respectivamente), a britânica BP (que estava em 5º) e a holandesa Royal Dutch Shell (que caiu de 3º para 5º lugar).

A outra evidência da tomada de posições pelos países emergentes foi a recuperação, pela Petrochina, da liderança mundial. A empresa teve um aumento de 36% no seu valor de mercado e agora está avaliada em US$ 353,1 bilhões. A norte-americana Exxon Mobil, caiu do 1º lugar para o 2º, com uma perda de 15% no seu valor de mercado, para US$ 323,7 bilhões.

O jornal britânico Financial Times lembra que a Petrochina virou líder pela primera vez em 2007. No entanto, no ano seguinte, perdeu o posto para Exxon Mobil no momento da crise internacional, em que investidores preferiram aportar seu dinheiro em empresas de países ricos, mais consolidadas, que poderiam oferecer menor risco. Com o arrefecimento da crise, os investidores voltam a apostar nos emergentes.

No total, o valor de mercado das 50 maiores companhias de energia do planeta subiu 35% de 2008 para 2009, passando de US$ 2,8 trilhões para US$ 3,9 trilhões.

Os dados são de levantamento anual da PCF Energy (consultoria baseada em Washington) e foram divulgados nesta terça-feira. O estudo inclui empresas de energia em geral, incluindo carvão e energia nuclear.

Veja a íntegra da pesquisa.

Jornal Midiamax