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Para advogado, manter Ari Artuzi atrás das grades é decisão ‘política’, não ‘jurídica’

Detido há 49 dias por suposta participação em esquema de fraude em licitações, prefeito de Dourados terá recurso que pede sua liberdade julgado pelo TJ-MS hoje à tarde

Arquivo Publicado em 19/10/2010, às 14h52

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Detido há 49 dias por suposta participação em esquema de fraude em licitações, prefeito de Dourados terá recurso que pede sua liberdade julgado pelo TJ-MS hoje à tarde

O advogado Carlos Marques, defensor do prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi, sem partido, preso desde o dia 1º por suposta ligação com esquema de corrupção, acha que o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), deva libertá-lo hoje à tarde. O recurso que pede liberdade a Artuzi será julgado pela Seção Criminal da corte a partir das 14h desta terça-feira.

O prefeito foi detido no dia 1º do mês passado junto com a mulher, o vice-prefeito, 9 dos 12 vereadores de Dourados, secretários municipais, empresários e servidores. Hoje, permanecem na prisão o casal Artuzi, o vice e quatro vereadores.

Para o defensor, o TJ-MS deve soltar o prefeito porque “ele [Artuzi] já teve os bens tidos como indisponíveis, foi afastado do cargo, denunciado e apresentou a defesa”.

“Ora, não há mais razão de mantê-lo detido. A prisão dele hoje deixou de ser jurídica, é política”, atacou o advogado.

Artuzi está preso numa cela isolada de delegacia em Campo Grande. Desde detido durante a operação Uragano, furacão no idioma italiano, o prefeito afastado não deu uma sequer declaração.

De acordo com a investigação da PF, Ari Artuzi seria o chefe de um esquema que fraudava licitações públicas.

O dinheiro arrecadado era distribuído entre ele e os vereadores da cidade. Imagens captadas por equipamentos da PF exibem Artuzi e os parlamentares contando somas catadas por meio da trama.

A prefeitura de Dourados é comandada hoje pela presidente da Câmara dos Vereadores, Délia Razuk, do PMDB.

Jornal Midiamax