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Pacientes apontam deficiência no Pam em Dourados

Pacientes do Pronto Atendimento Médico (PAM) estão apontando deficiências com relação ao atendimento no local. Segundo eles, não há “roupas” de cama, atadura de gases, materiais de curativos e medicamentos. Pacientes estão deitados em papel de “embrulho” porque não há lençóis. A dona-de-casa Lucinéia de Souza, diz que precisou tomar soro em cima de um […]

Arquivo Publicado em 25/01/2010, às 20h00

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Pacientes do Pronto Atendimento Médico (PAM) estão apontando deficiências com relação ao atendimento no local. Segundo eles, não há “roupas” de cama, atadura de gases, materiais de curativos e medicamentos. Pacientes estão deitados em papel de “embrulho” porque não há lençóis.

A dona-de-casa Lucinéia de Souza, diz que precisou tomar soro em cima de um papelão, porque não havia lençol. Segundo ela, os medicamentos paracetamol, omeprazil e dipirona também não foram encontrados no local.
A dona-de-casa Otilha Veloso, estava com diarréia e vômito. Chegou no local e foi transferida para o Hospital da Vida. Antes disso, ficou mais de 1h deitada num banco do lado de fora da unidade esperando a ambulância chegar. Pouco depois que a reportagem conversava com a paciente, uma atendente foi até o local e removeu a mulher para dentro do posto.

A filha, Débora Aparecida Garcia, diz que procurou o posto de saúde do Jóquei e lá não havia médico. “Eles ficam empurrando de um posto para outro e não atendem”, disse.

Virgínia Afonso Soares estava com a mãe doente. A paciente chegou do Hospital da Vida porque não havia leitos e aguardava atendimento na cama forrada de papel de embrulho. “Apesar de tudo o Pam ainda está um pouco melhor que o Hospital da Vida. Lá sim está um caos. Não há atendimento nenhum”, comparou.

O pedreiro Valmir Matias, morador no Canaã I estava com o pé quebrado. Ele estava sentindo fortes dores há pelo menos 3h enquanto aguardava a ambulância, que segundo ele, nunca vinha.

Marluci Ribeiro de Mello, estava com o avô precisando de curativos. “Eles informaram que não havia materiais e pediram para que eu procurasse outro posto”, contou.

OUTRO LADO

A secretaria de Saúde de Dourados informou ao O PROGRESSO que não está faltando medicamentos e materiais na rede pública.

A assessoria do secretário Mário Eduardo Rocha, disse também que não foi comunicada pelo PAM sobre o problema e que se houvesse a solicitação teria feito o repasse dos produtos de forma imediata.

Quanto aos pacientes deitados em papel embrulho, a assessoria disse que devido ao surto de dengue, em que mais de 300 pessoas são atendidas por dia, os lençóis não estão sendo suficientes. A assessoria também informou que nesta semana todos os materiais em pouca quantidade estarão sendo reforçados.

Jornal Midiamax