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Operação Lavanderia prende acusado em churrascaria no MT; outro estaria no Paraguai

MPE já ofereceu denúncias contra suspeitos de participar de esquema lavagem de dinheiro do tráfico de drogas; 16 estão presos

Arquivo Publicado em 18/12/2010, às 16h00

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MPE já ofereceu denúncias contra suspeitos de participar de esquema lavagem de dinheiro do tráfico de drogas; 16 estão presos

Agentes policiais envolvidos na Operação Lavanderia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) prenderam mais uma pessoa supostamente envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município de Sorriso, no Mato Grosso. Com a ajuda da polícia do Estado vizinho, o homem foi detido quando estava almoçando em uma churrascaria às margens da BR-163, antes de ontem.


Ele está a caminho de Campo Grande e deve ser levado para a Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) onde já estão outros presos da mesma Operação. Com a detenção feita no MT, falta ser cumprido apenas um dos 17 mandados de prisão determinados pela Justiça. O outro procurado é de Ponta Porã. O homem é considerado foragido e há suspeitas de que ele tenha evadido para o Paraguai.

O promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira explica que os nomes ainda não podem ser revelados para não comprometer as buscas. Ele adianta, contudo, que entre os 15 presos na Operação deflagrada na quinta-feira passada, dia 16, já há pessoas denunciadas à Justiça.

Mas, embora os nomes dos envolvidos sejam mantidos em sigilo pelos chefes da Operação em Mato Grosso do Sul, a imprensa do Mato Grosso, divulgou a prisão de Gefferson de Jesus Novaes, 43 anos, como parte da Operação Lavanderia.

Conforme a Rádio Sorriso de MS, Jeferson de Jesus foi detido pela guarnição da Policia Militar do município, comandada pelo capitão Jorge Almeida em uma churrascaria às margens da BR 163. A ação da PM começou depois da solicitação do Capitão Vanilson, da Cotar (Comando de Operações Taticas de Alto Risco) de Sinop, que foi acionado pela PF de MS.

“Após buscas em hotéis aqui em Sinop, chegamos à conclusão de que este homem já estava a caminho de Campo Grande (MS) e pelo horário que havia saído de Sinop, poderia estar almoçando em algum restaurante ao longo da BR 163”, revelou o capitão do Cotar à Rádio Sorriso.

Inicialmente, os policiais localizaram o veículo Citroen placas de Campo Grande em frente à churrascaria. Na abordagem, foi solicitada a identidade de Gefferson. Ele estava acompanhado por mais dois homens e um quarto aguardava no veiculo. Na seqüência, Gefferson foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Sorriso de onde foi transferido para a Capital de MS. Ainda comforme a imprensa do Mato Grosso, Gefferson nega as acusações.

Informações repassadas pela PM ao site ClicHoje apontam que Gefferson reside em Campo Grande, mas estava na região Norte de Mato Grosso realizando transações comerciais, entre as quais a de um terreno na Cidade de Feliz Natal. A polícia acredita que os recursos provinham da lavagem de dinheiro.

A Operação

As investigações da Operação Lavanderia começaram em fevereiro deste ano. Foi divulgado pela polícia que um gerente do banco Itaú, está entre os envolvidos. Ele e o restante do grupo abriam empresas falsas e várias contas bancárias com o propósito de ocultar ou dissimular a origem dos valores originados dos crimes. Depois parte do lucro com os depósitos era dividido entre eles.

Os Promotores de Justiça do Gaeco investigam os fatos desde fevereiro deste ano, ao longo do qual acabou por identificar os integrantes de um grupo criminoso especializado em realizar a lavagem de dinheiro oriundo de crimes praticados em todo o País, principalmente aqueles relacionados ao tráfico de drogas.

As prisões

Em Dourados foram presas três pessoas, identificadas pela polícia como Maristela Benites Peres, Carlos Jullyano Araújo e Mário Brandão Garcia.

Também já foram presos Marcos Ricalde, Joelson da Costa, Osvaldo Batista e o gerente de banco Nelson Marçal Ferreira, além de outros três homens e uma mulher. Todos foram encontrados em Campo Grande.

De acordo com o promotor Marcos Alex, as investigações que duraram oito meses já estão encerradas. Entretanto, começa agora uma parte trabalhosa do processo. “Agora, vamos nos debruçar sobre a fase processual (…) Temos que atentar que os presos podem, por exemplo, pedir revogação das prisões preventivas”, analisa o promotor.

As apreensões

Na Operação, foram apreendidos sete veículos quatro rodas sendo que entre os de maior valor estão duas caminhonetes Ford Ranger e dois GM Vectra. Também foram apreendidas duas motocicletas da marca Honda, modelo Biz. O Gaeco encontrou ainda R$ 264,2 mil em espécie e 264 lâminas de cheques de cinco bancos diferentes. Saiba mais nas notícias relacionadas

Jornal Midiamax