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‘O Estado vai pagar os danos ao Bruno’, diz advogado

Frederico Franco, um dos sete advogados responsáveis pela defesa do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes e de mais seis suspeitos de envolvimento no desaparecimento da ex-modelo Eliza Samudio, disse que o governo de Minas Gerais será responsabilizado por danos morais, físicos e materiais sofridos pelo atleta. Ele entrou com pedido de habeas corpus em […]

Arquivo Publicado em 16/07/2010, às 13h28

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Frederico Franco, um dos sete advogados responsáveis pela defesa do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes e de mais seis suspeitos de envolvimento no desaparecimento da ex-modelo Eliza Samudio, disse que o governo de Minas Gerais será responsabilizado por danos morais, físicos e materiais sofridos pelo atleta. Ele entrou com pedido de habeas corpus em favor do goleiro. Outro requerimento foi impetrado pelos defensores Ércio Quaresma e Claudineia Calabunde – negado, na noite da quinta-feira (15), pelo desembargador Doorgal Andrada, da 4.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.


– Informo e repito que meus clientes não são réus, eles nem sequer foram denunciados pelo Ministério Público. Os requisitos (que dão base às prisões) simplesmente não existem.


Franco afirmou não ter acesso aos laudos do caso e questionou as evidências que o delgado diz ter.


– O que vejo são depoimentos, até mesmo de um menor, que sequer são feitos na presença de um pai, um responsável ou um advogado.


Por isso, orientou seus clientes a permanecerem calados até ele ter acesso a todo o inquérito.


Bruno e os outros suspeitos são investigados pelo desaparecimento e suposta morte – o corpo da vítima não foi encontrado – de Eliza, que tentava provar na Justiça que Bruno era pai de seu filho de quatro meses.


Dayanne


Também na manhã desta sexta-feira, o defensor contou que aconselhou Dayanne a não cooperar porque, apesar de já ter acesso ao inquérito, o advogado não recebeu ainda cópia de laudos do caso, como os do sigilo telefônico.

Franco chegou à sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte (MG) por volta das 9h40 desta sexta-feira. Ele vai acompanhar o interrogatório de sua cliente.


Sobre a negativa do pedido de suspensão da prisão de seis dos suspeitos pelo Justiça, Franco disse que a defesa ainda não foi comunicada oficialmente. Quando isso ocorrer, os advogados devem entrar com recurso junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Dayanne chegou à Divisão de Investigações pouco antes das 8h. Ela está presa desde a semana passada em uma penitenciária da capital mineira e chegou escoltada pela Polícia Militar.

Jornal Midiamax