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No Presídio Federal, Artuzi passa por exames e fica em isolamento completo

No Presídio Federal desde ontem às 18 horas, o prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), passará por exames de saúde e psicológicos e permanecerá em uma cela isolada como todos os demais presos do local.

Arquivo Publicado em 22/10/2010, às 15h43

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No Presídio Federal desde ontem às 18 horas, o prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), passará por exames de saúde e psicológicos e permanecerá em uma cela isolada como todos os demais presos do local.

No Presídio Federal de Campo Grande desde ontem às 18 horas, o prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), passará por exames de saúde e psicológicos e permanecerá em uma cela isolada como todos os demais presos do local.

Por enquanto, segundo o diretor do estabelecimento penal, delegado Washington Clark, Artuzi está na área de inclusão, local destinado aos novos presos para se ambientarem. Por medida de segurança, o diretor não informa para qual cela o prefeito será levado depois.

A transferência de Artuzi do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Seqüestros) para o Presídio Federal teria sido determinada pela 5ª Vara da Justiça Federal. O processo contra Artuzi corre em segredo de Justiça. O advogado do prefeito Carlos Marques não foi localizado pela reportagem.

O presídio abriga presos de alta periculosidade como mega-traficantes, assaltantes de banco e pistoleiros de aluguel. Mas, na explicação de Clark a Lei de Execuções Penais prevê outras hipóteses de detenções na penitenciária. “Quando há, por exemplo, necessidade de proteger a integridade do preso ele pode vir para cá”, explica.

Mesmo sendo preso federal, prefeito estava sob custódia do Estado desde 1º de setembro. Depois de detido em Dourados pela Polícia Federal, Artuzi foi trazido para a 3º Delegacia de Polícia no Carandá Bosque, em Campo Grande, onde passou 24 dias até que foi transferido para o Garras.

Na ocasião, houve boatos de ameaças de morte contra o prefeito afastado daí a necessidade de transferência. O advogado de Artuzi não confirmou a existência de ameaças.

Ontem, Artuzi passou por exames no Hospital do Pênfigo após reclamar de dores no abdome. O resultado dos exames ainda não foi comentado pelo advogado ou por familiares.

O prefeito teria ameaçado fazer greve de fome enquanto estava no Garras, segundo amigos e familiares. A atitude seria um protesto à decisão do Tribunal de Justiça de negar sua liberdade.

Clark disse que ontem à noite, o prefeito chegou bem ao presídio. Estava sozinho e não fez qualquer reclamação.

Artuzi está preso sob a acusação de chefiar esquema de fraudes em licitações e distribuição de propina desmantelado na Operação Uragano da Polícia Federal.

Além de Artuzi, outras 28 pessoas foram presas na operação entre as quais, vereadores, secretários da prefeitura, empresários e a esposa do prefeito, Maria Artuzi que continua presa em Dourados.

Jornal Midiamax