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Mato Grosso do Sul tem maior índice de armas ilegais estrangeiras do Brasil

Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai e Bolívia, tem o maior índice de armamento estrangeiro apreendido entre todos os estados brasileiros. Quase um terço das armas de fogo ilegal localizadas em MS vem de fora do país. O índice, de 28,1%, é o dobro do segundo colocado, Rio de janeiro, com 14%. […]

Arquivo Publicado em 21/12/2010, às 13h02

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Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai e Bolívia, tem o maior índice de armamento estrangeiro apreendido entre todos os estados brasileiros. Quase um terço das armas de fogo ilegal localizadas em MS vem de fora do país. O índice, de 28,1%, é o dobro do segundo colocado, Rio de janeiro, com 14%.


Apesar da situação de MS, a maior parte das armas ilegais apreendidas no Brasil é de origem nacional em todos os estados. As informações foram compiladas em um estudo da ONG Viva Rio divulgado pelo Ministério da Justiça ontem (20) e levaram em conta os dados oficiais das Secretarias de Segurança Pública estaduais, do Exército Brasileiro e dos fabricantes brasileiros de armas de fogo.


A facilidade de aquisição das armas em cidades paraguaias que fazem fronteira seca com municípios sul-mato-grossenses, como Ponta Porã, é apontada como principal motivo para o alto índice de armas ilegais estrangeiras apreendidas em MS.


Porém, mesmo trazidas do exterior, essas armas são, na maioria, fabricadas no Brasil mesmo. É o que o estudo aponta como “efeito bumerangue”, que reintroduz no país armas brasileiras exportadas.


Apesar da importância que o mercado internacional tem em MS, a principal fonte de armas ilegais do estado, assim como no restante do Brasil, é o chamado “mercado civil interno”, ou seja, armas brasileiras adquiridas por particulares e depois de alguma forma levadas para a ilegalidade. Esse segmento responde por 45,75% do armamento apreendido em Mato Grosso do Sul.


Outra fonte relevante é justamente o poder público, segundo o estudo. Se encaixam neste segmento as armas de fogo que originalmente são adquiridas pelo governo mas acabam na ilegalidade. Esse item, com participação de 28,13%, considera o armamento adquirido por membros das forças de segurança pública, mesmo particulares, que são desviados para a criminalidade.

Jornal Midiamax