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Marisa sugere levar caso Rigo ao Conselho de Ética do PSDB

Vice-presidente nacional do PSDB, a senadora Marisa Serrano sua página pessoal no microblog Twitter para comentar a polêmica envolvendo o deputado estadual Ary Rigo, filiado ao partido desde outubro do ano passado. Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, o parlamentar aparece em vídeo comentando suposto esquema de partilha de dinheiro público entre membros dos três podere...

Arquivo Publicado em 23/09/2010, às 11h17

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Vice-presidente nacional do PSDB, a senadora Marisa Serrano sua página pessoal no microblog Twitter para comentar a polêmica envolvendo o deputado estadual Ary Rigo, filiado ao partido desde outubro do ano passado. Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, o parlamentar aparece em vídeo comentando suposto esquema de partilha de dinheiro público entre membros dos três poderes de Mato Grosso do Sul.


“Sobre Ary Rigo: não transijo com malfeitos. O PSDB é partido democrático que toma decisões coletivas. O estatuto determina que casos como esses devem ser analisados e julgados pelo Conselho de Ética. A decência deve prevalecer”, escreveu a senadora.


Ontem, durante entrevista coletiva na Assembleia, Rigo negou a prática de divisão irregular de dinheiro. Mas , não conseguiu esclarecer as declarações polêmicas que deu na conversa gravada pelo ex-secretário de governo da prefeitura de Dourados, Elendro Passaia, que atuou como espião da Polícia Federal na Operação Uragano.


Um dos trechos mais polêmicos da conversa gravada entre os dois foi o seguinte: “Você sabe o seguinte, na Assembleia cada deputado não ganhava menos de R$ 120 mil, agora os deputados vão ter que se contentar com R$ 42 ( mil). Não tem como fazer. Para você ter idéia nós devolviámos R$ 2 milhões em dinheiro para o André (Andre Puccinelli – governador e candidato a reeleição pelo PMDB). R$ 900 (mil) para o desembargador do Tribunal de Justiça e R$ 300 (mil) para o Ministério Público. Cortou tudo! Nós vamos devolver R$ 6 milhões para o governo. Por isso que eu ando sumido. Então nós estamos criando um acordo, eles vão devolver 400 mil, não é mais 30%, comigo é 10%”,”, diz na gravação.


Rigo negou tanto na nota quanto na entrevista coletiva partilha de dinheiro irregular. Ele afirma que estava se referindo às diferenças cortadas do duodécimo, valor constitucional repassado aos poderes.


Diferente do que deu a entender na gravação, o parlamentar garantiu que não tem interferência nenhuma nas decisões do Ministério Público ou do Poder Judiciário para favorecer o ex-prefeito de Dourados, Ari Artuzi (sem partido) que está preso por ter sido implicado na Operação Uragano sob a acusação de chefiar esquema de fraudes em licitações e corrupção.

Jornal Midiamax