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Júri do casal Nardoni atrai estudantes de direito e curiosos

Júri dos Nardoni atrai acadêmicos de direito e curiosos

Arquivo Publicado em 23/03/2010, às 12h43

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Júri dos Nardoni atrai acadêmicos de direito e curiosos

A movimentação em frente ao fórum de Santana (zona norte) começou cedo. Às 4h30 de ontem (22), quatro estudantes de direito de Salto (101 km da capital paulista) estavam entre as primeiras pessoas a chegar ao local. A intenção era conseguir uma vaga para assistir ao júri.


Durante o dia, o número de interessados em conseguir uma cadeira na plateia do julgamento aumentou e uma pequena multidão se aglomerou em frente ao fórum. Nem todos os presentes no local, porém, estavam ali por causa do júri.


“Sou pescador no rio Tietê e hoje é o Dia Mundial da Água. Vim protestar”, disse o funileiro Mario Roberto dos Santos, 61, que aproveitou a concentração de jornalistas e câmeras de TV para reclamar da poluição no rio. Já o pregador Orlando Torres tentou levar a palavra do “Senhor” para quem estava no local. “Vim falar da salvação por Jesus.”


Ainda antes do julgamento, os pais do garoto Ives Ota, sequestrado e depois morto em 1997, aos oito anos, tentavam obter uma senha para entrar. “É ato de solidariedade para a família da Isabella”, afirmou Massataka Ota, pai de Ives.


Eles e a mãe do garoto Pedro Rodrigues conseguiram entrar. Pedro foi morto aos dois anos, em novembro de 2009, ao cair do 18º andar de um prédio –a polícia investiga se o pai do menino, que caiu logo depois, jogou o filho e pulou em seguida.

Jornal Midiamax