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Internos da Gameleira colhem e doam 217 kg de verduras

Os internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, de Campo Grande (MS) doaram nesta segunda-feira (18 para instituições de caridade da Capital 217,5 quilos de verduras orgânicas produzidas no presídio. Esta é a terceira colheita da horta orgânica instalada na instituição em julho deste ano, como parte do Projeto Vida Nova, coordenado pelo Serviço Nacional […]

Arquivo Publicado em 19/10/2010, às 01h53

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Os internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, de Campo Grande (MS) doaram nesta segunda-feira (18 para instituições de caridade da Capital 217,5 quilos de verduras orgânicas produzidas no presídio. Esta é a terceira colheita da horta orgânica instalada na instituição em julho deste ano, como parte do Projeto Vida Nova, coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS).


Desde a primeira colheita, 550 kg de alimentos já foram doados para instituições filantrópicas. Somente nesta colheita foram reunidas 14 caixas com alface, couve, rúcula e almeirão, entregues ao Programa Mesa Brasil do Serviço Social do Comércio (Sesc), responsável pelo repasse dos alimentos às entidades.


O projeto foi elaborado visando o aproveitamento da mão-de-obra dos apenados, por isso o cultivo dos vegetais não emprega nenhum tipo de maquinário. De acordo com o gestor técnico do Senar e coordenador do projeto, Harduin Reichel, “o objetivo é ajudar na ressocialização dos internos e ensinar um ofício que no futuro eles possam utilizar em benefício próprio”.


Com aproximadamente 25 internos trabalhando diariamente em um espaço de 740 m² de produção, a horta orgânica instalada na Gamelera abriga culturas de rápido crescimento e sem a utilização de agrotóxicos, defensivos ou qualquer equipamento, o trabalho é todo manual. Quando a horta atingir sua capacidade máxima, de um hectare, 30% da produção será doada para instituições de caridade e os outros 70% serão comercializados e utilizados na manutenção da própria horta.


O Projeto Vida Nova é viabilizado por meio de um convênio entre a 2ª Vara de Execuções Penal, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS).

Jornal Midiamax