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Homem é morto minutos depois de sair da delegacia

O campeiro Anselmo Gabriel, de 40 anos, foi assassinado com três tiros na tarde de segunda-feira (25), por volta das 17h30min, na cidade de Antônio João, minutos após deixar a Delegacia da Polícia Civil, onde foi prestar depoimento em um procedimento sobre uma queixa que tinha contra si por calúnia e difamação. O crime aconteceu […]

Arquivo Publicado em 27/01/2010, às 10h50

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O campeiro Anselmo Gabriel, de 40 anos, foi assassinado com três tiros na tarde de segunda-feira (25), por volta das 17h30min, na cidade de Antônio João, minutos após deixar a Delegacia da Polícia Civil, onde foi prestar depoimento em um procedimento sobre uma queixa que tinha contra si por calúnia e difamação.


O crime aconteceu no corredor principal do parque de exposições da cidade, onde funciona a sede do sindicato rural. A Polícia Civil já identificou o autor do crime, segundo o delegado Edmilson Holler. Trata-se do idoso Xisto Cervim, 66 anos, que seria funcionário da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) naquele município.


A polícia suspeita que o caso seja passional. Há alguns dias, Xisto teria assediado a mulher de Anselmo, que contou o ocorrido ao marido. Anselmo foi tirar satisfações com o acusado. Irritado, Xisto foi à delegacia e prestou queixa contra Anselmo, por supostas calúnia e difamação, pois teria dito que o idoso tinha um caso com sua mulher.


Na segunda-feira à tarde o campeiro foi intimado e compareceu à delegacia com a esposa, onde informou que Xisto o havia procurado para ‘fazer as pazes’ e acabar com a pendenga. O caso de assédio foi confirmado pela mulher de Anselmo, mas ela negou que tivesse algo com o idoso.


Depois de sair da delegacia, o casal se dirigiu ao Sindicato Rural, onde foi tratar de assuntos relacionados a terras que iriam adquirir. Xisto, que reside nas proximidades, viu os dois entrando no parque de exposições e foi atrás. Chamou Anselmo e desferiu-lhe três tiros de revólver, calibre 38, todos no peito.


Após o crime o acusado fugiu. O campeiro foi socorrido ainda com vida e encaminhado ao hospital municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil iniciou então uma verdadeira caçada ao funcionário da Funasa, que deverá ser preso nas próximas horas.

Jornal Midiamax