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Gurgel: ‘MP se preocupa em não virar instrumento de campanha’

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quarta-feira (15) que vai acompanhar o inquérito da Polícia Federal que investiga denúncias de tráfico de influência que envolvem Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Sobre a influência do período eleitoral na apuração dos fatos, Gurgel reforçou a isenção do Ministério Público Federal […]

Arquivo Publicado em 15/09/2010, às 19h18

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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quarta-feira (15) que vai acompanhar o inquérito da Polícia Federal que investiga denúncias de tráfico de influência que envolvem Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Sobre a influência do período eleitoral na apuração dos fatos, Gurgel reforçou a isenção do Ministério Público Federal (MPF).


“De um lado o MP não servirá de instrumento daqueles que têm interesse em mostrar o envolvimento do governo e, por outro lado, não deixará de apurar para preservar qualquer posição do governo. O Ministério Público tem a preocupação de não virar instrumento nem da campanha da ministra Dilma nem da campanha do governador Serra”, disse Gurgel, se referindo aos candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).


Israel é suspeito de ajudar, mediante pagamento de propina, a transportadora MTA Linhas Aéreas a renovar licença na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com a licença, a empresa teria conseguido firmar contrato de R$ 59 milhões com os Correios.


O procurador-geral disse que ainda é preciso verificar o conteúdo da representação protocolada nesta terça-feira (14) por líderes da oposição, pedindo a investigação sobre a suposta responsabilidade da ministra Erenice nas denúncias.


“As notícias apontam para fatos graves, mas não temos elemento nenhum ainda que aponte a responsabilidade, se envolve ou não envolve a ministra”, disse.


Para Gurgel, o trabalho de apuração do caso deve começar com depoimentos de testemunhas envolvidas, como o filho da ministra e os empresários citados na reportagem da revista “Veja”, que denunciou a suposta irregularidade na Casa Civil.


Segundo procurador-geral, enquanto não houver indícios consistentes da participação da ministra, que tem prerrogativa de foro privilegiado, o assunto será investigado pela PF em conjunto com a Procuradoria da República no Distrito Federal. Caso surjam elementos da participação da ministra a competência passará para o MPF.

Jornal Midiamax