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Funcionário da Casa Civil citado em denúncias pede demissão

O funcionário do Palácio do Planalto Stevan Knezevic, citado nas denúncias de tráfico de influência que levaram à queda de Erenice Guerra da chefia da Casa Civil, pediu demissão nesta sexta-feira (17). Knezevic trabalhava no Centro Gestor e Operacional do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), órgão subordinado à Casa Civil. Segundo a assessoria do […]

Arquivo Publicado em 17/09/2010, às 20h56

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O funcionário do Palácio do Planalto Stevan Knezevic, citado nas denúncias de tráfico de influência que levaram à queda de Erenice Guerra da chefia da Casa Civil, pediu demissão nesta sexta-feira (17).


Knezevic trabalhava no Centro Gestor e Operacional do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), órgão subordinado à Casa Civil. Segundo a assessoria do Sipam, o servidor voltará ao órgão de origem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


Segundo reportagem da revista “Veja”, Knezevic, Israel Guerra, filho de Erenice, e Vinicius de Oliveira Castro, ex-funcionário da Casa Civil, teriam negociado contratos de empresas privadas com órgãos públicos e empresas estatais, mediante pagamento de comissão.


De acordo com a assessoria do Sipam, Knezevic é um funcionário “discreto e reservado”. Ele trabalhava na área de integração institucional e redigia contratos de cooperação técnica.


O servidor é o terceiro da Casa Civil a pedir demissão. O primeiro a deixar o Palácio do Planalto foi Castro, que apresentou carta de demissão na última segunda (13). Na ocasião, ele disse que sairia para se defender das acusações.  Nesta quinta (16), foi a vez de Erenice Guerra apresentar carta de demissão.


No documento, classificou de “levianas” as denúncias contra ela e disse “necessitar de paz” para se defender. Nesta manhã, a Comissão Ética da Presidência da República aplicou uma “censura ética”  a Erenice e instaurou oficialmente um procedimento de investigação da ex-ministra.


De acordo com o relator do processo, Fábio Coutinho, a censura se deveu ao fato de a ex-ministra não ter entregue uma declaração de informações confidenciais, o que é exigido, segundo ele, de todas as autoridades do Executivo. Entre os dados que deveriam ter sido informados por Erenice, segundo a comissão, estão bens que ela possui e os familiares que ocupam cargos em órgãos públicos.

Jornal Midiamax