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Empresário que denuncia suposta fraude em licitação diz ter sofrido ameaças

Clédio Santiani disse ter sido ameaçado pelo presidente do PMDB em Sidrolândia e mais quatro homens quando saia de um consultório odontológico

Arquivo Publicado em 17/09/2010, às 12h58

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Clédio Santiani disse ter sido ameaçado pelo presidente do PMDB em Sidrolândia e mais quatro homens quando saia de um consultório odontológico

O corretor de imóveis Clédio Carlos Santiani, 41, registrou boletim de ocorrência contra o presidente do PMDB, em Sidrolândia, Valquírio Rossato, 56, por ameaças. Santiani desconfia que o dirigente partidário e mais quatro homens, tentaram surrá-lo no centro da cidade por ele ter denunciado uma suposta fraude na licitação que escolheu a empresa que hoje administra o terminal rodoviário da cidade. Os supostos agressores negam a agressão.

De acordo com o boletim registrado na delegacia da Polícia Civil local, na manhã de sexta-feira passada, Santiani, dono de imobiliária na cidade, saia do consultório do dentista quando fora abordado por Rossato, que teria dito ao corretor: “isso é um recado do prefeito, para o senhor ficar na sua e fechar a boca, você ta falando demais e estou aqui para te dar um corretivo. Isso é só um aviso”.

Rossato teria aplicado um golpe com as mãos e o corretor, professor de karatê, disse ter se esquivado.

O dirigente do PMDB estaria acompanhado do irmão Danho e mais três pessoas identificadas no boletim de ocorrência como sendo Paulo Sérgio Gonçalves e Robson Pio dos Reis e Nélio Paim Júnior.

Nélio Paim, dono de uma farmácia, cunhado do vereador, disse ao Midiamax, por telefone, que a versão do corretor “é uma mentira”.

Ele garantiu ter presenciado a discussão e que Rossato teria dito ao corretor para “não falar mal dele [presidente do PMDB]”. O corretor, segundo Paim, teria respondido que pagava certo o imposto e que “ia falar mal de quem ele quisesse”. A reportagem não conseguiu conversar com o parlamentar.

Clédio Santiani disse ter denunciado em julho do ano passado a empresa que administra o terminal rodoviário da cidade, a EMMA Administradora de Negócios Ltda.

Ele informou que essa empresa incluiu na documentação que o escritório dela funcionava num dos imóveis que possui no município. Ocorre que, segundo o corretor, a empresa “jamais funcionou” no local onde afirmara. Esse caso foi denunciado na Câmara dos Vereadores e hoje é apurado pelo Ministério Público local.

“Essa empresa chegou aqui, montou escritório, deu endereço de um dos meus imóveis, o que não é verdade, e logo venceu uma licitação, um absurdo isso”, disse o corretor que prometeu informar o MPE sobre a ameaça que teria sofrido.

A assessoria de imprensa do prefeito da cidade, Daltro Fiúza, do PMDB, informou que não sabia detalhes do contrato da empresa EMMA com o município, mas que o prefeito “jamais mandaria agredir alguém por criticá-lo”.

Matéria editada às 10h23 minutos para acréscimo de informação



Jornal Midiamax