Geral

Em Cuba, Amorim espera reabertura e novos negócios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera fazer do Brasil um parceiro preferencial de Cuba após as reformas que o regime planeja fazer nos próximos anos em seu sistema produtivo. A mensagem está em uma carta a ser entregue hoje pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao presidente cubano, Raúl Castro. A visita […]

Arquivo Publicado em 18/09/2010, às 10h45

None

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera fazer do Brasil um parceiro preferencial de Cuba após as reformas que o regime planeja fazer nos próximos anos em seu sistema produtivo. A mensagem está em uma carta a ser entregue hoje pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao presidente cubano, Raúl Castro.


A visita do chanceler a Havana foi programada na última hora por Brasília, por causa dos anúncios de reforma no regime econômico feitos pelo governo cubano no início da semana.


Amorim aproveitou para ir a Cuba como escala de sua viagem a Nova York, onde representará o presidente Lula na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Há anos, o governo brasileiro aguardava o momento do anúncio da abertura do mercado cubano para estimular – e financiar – o investimento de empresas brasileiras na ilha. O Brasil injetou em Cuba US$ 1 bilhão em projetos como a reconstrução do Porto de Mariel. O temor de Brasília está na possibilidade de a preferência ser deslocada para os EUA, caso haja uma real distensão nas relações entre Havana e Washington.


O recado vem bem a calhar a Cuba, que vive uma de suas piores crises econômicas. Segundo Arturo López-Levy, professor da Universidade de Denver, Colorado, o governo de Raúl busca desesperadamente novos sócios econômicos para Cuba na América Latina, desde que não seja a Venezuela. O Brasil, além do reforço à mudança de regime econômico, é visto em Havana como um país-chave para a reinserção de Cuba no espaço interamericano e também na economia global. Em seu favor, o governo Lula tem seu estilo mais persuasivo de lidar com Cuba, em temas gerais, e menos enfático nas questões de direitos humanos.

Jornal Midiamax