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“Eleição é falso plebiscito entre amigos de Lula e FHC”, diz Ciro

Antes de fazer uma palestra na noite desta quinta-feira (8) na Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (GO), o deputado Ciro Gomes (PSB) mostrou, durante entrevista, que ainda não digeriu muito bem a não inclusão de seu nome na disputa presidencial deste ano. “Não sou um neutro observador da cena (política) brasileira”, começou. “Até dois […]

Arquivo Publicado em 09/07/2010, às 01h52

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Antes de fazer uma palestra na noite desta quinta-feira (8) na Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (GO), o deputado Ciro Gomes (PSB) mostrou, durante entrevista, que ainda não digeriu muito bem a não inclusão de seu nome na disputa presidencial deste ano. “Não sou um neutro observador da cena (política) brasileira”, começou. “Até dois meses atrás eu lutava para ser candidato a presidente do Brasil e, infelizmente, meu partido optou por não lançar a candidatura própria”, lembrou.

Ciro lamentou a decisão do PSB. “Acho um erro reduzir o debate brasileiro”, disse. “Infelizmente, o debate está amesquinhado nesse falso plebiscito entre os amigos do Lula (entre os quais eu me incluo) e os amigos do FHC, representados pelo Serra”, definiu. “Isto é muito pouco para um país que precisa tanto discutir seu futuro”, ainda acrescentou.

Ciro Gomes ainda revelou que não está tão empolgado em participar do esforço em eleger a candidata que seu partido apoia no pleito, a petista Dilma Rousseff. “Não tenho muita vontade não. A minha participação na campanha, a proporção dela, vai depender do nível de incorporação pela candidata das minhas preocupações com o País”, resumiu.

Banco Central

Ciro criticou muito a política financeira adotada pelo Banco Central no Brasil. “O Banco Central hoje está aumentando as taxas de juros contra uma inflação que não existe, causada por mensalidade escolar, sazionalidades da agricultura”, apontou.

“A razão dos juros altos cronicamente está na questão de uma equação institucional que a política e só ela pode resolver”, sugere. “Trabalhamos eternamente em desequilíbrio. Enquanto o mundo vai bem, nós financiamos este desequilíbrio rolando a dívida externa. Quando o mundo vai mal, a gente não consegue”, dise também, apesar de assinalar que acredita que o Brasil avançou muito no governo Lula.

“O Brasil mudou de patamar, hoje as condições do Brasil são bem melhores do que eram quando o presidente Lula assumiu”, elogiou. “Pela primeira vez em um século e meio, dado uma crise internacional, o Brasil não quebrou”, assinalou.

Jornal Midiamax