Geral

Durante comício no Rio, Serra critica ‘escândalos’ do PT

Com um discurso cheio de ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, encerrou no início da tarde deste domingo, 24, ato de campanha na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O candidato citou escândalos recentes do governo e disse que […]

Arquivo Publicado em 24/10/2010, às 18h56

None

Com um discurso cheio de ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, encerrou no início da tarde deste domingo, 24, ato de campanha na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O candidato citou escândalos recentes do governo e disse que há uma “justiça dos companheiros, que é mais lenta”. “Precisamos de um governo que tenha caráter, que se traduza na verdade e na honestidade”, discursou o tucano.

“Chega de escândalos. Fica até difícil recapitular, são três ou quatro por semana”, completou. Serra citou como exemplo o caso conhecido como “dos aloprados”, em que petistas foram acusados de produzir um dossiê na campanha de 2006: “Os aloprados, essa coisa toda, e ninguém na cadeia até hoje”. O candidato seguiu para o aeroporto Santos Dumont, onde embarca para São Paulo.

Mais cedo, Serra havia desistido de caminhar pela praia de Copacabana e fez campanha em cima de um carro de som ao lado do candidato a vice, Indio da Costa (DEM), e de lideranças tucanas, como o senador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A caminhada começou pouco antes das 11h, mas devido à dificuldade de deslocamento em meio à multidão, Serra preferiu seguir no carro de som. “Não vamos conseguir chegar até o fim dessa maneira. É sempre assim?”, perguntou Serra ao vice no início da mobilização.

A campanha tucana exibiu uma gravação do jurista Hélio Bicudo, ex-petista, que declarou apoio a Serra no segundo turno. Em seu depoimento, Bicudo usa termos como “aviltante”, “repugnante” e “insulto e escárnio” ao se referir ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar do tumulto inicial, provocado pelo grande número de militantes, não houve nenhum confronto com partidários da candidata Dilma Rousseff, que seguiram as orientações do partido e não se mobilizaram em Copacabana. Até o sábado, 23, havia alertas sobre possíveis manifestações petistas no caminho do candidato José Serra, o que levou a campanha de Dilma a pedir cautela aos militantes. A candidata petista fez carreata na zona oeste do Rio.

Jornal Midiamax