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Dólar oscila com exterior e fecha em queda, cotado a R$ 1,763

O dólar fechou em leve baixa nesta quinta-feira (8), mas manteve-se acima de R$ 1,76 após um dia de instabilidade no mercado internacional e de variações pouco intensas. A moeda norte-americana caiu 0,23%, para R$ 1,763. No mês, o dólar agora acumula queda de 2,27%. No ano, a taxa de câmbio tem alta de 1,15%. […]

Arquivo Publicado em 08/07/2010, às 19h17

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O dólar fechou em leve baixa nesta quinta-feira (8), mas manteve-se acima de R$ 1,76 após um dia de instabilidade no mercado internacional e de variações pouco intensas.


A moeda norte-americana caiu 0,23%, para R$ 1,763. No mês, o dólar agora acumula queda de 2,27%. No ano, a taxa de câmbio tem alta de 1,15%.


O volume de operações registrado na clearing (câmara de compensações) até poucos minutos antes do fechamento era de cerca de US$ 2,5 bilhões, ante média de US$ 2,2 bilhões nos outros dias do mês.


Feriado em São Paulo
A próxima sessão será influenciada pelo feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, que fecha o mercado futuro -principal foco de liquidez- e tira de cena a maior parte das instituições financeiras que negociam o dólar.


“Hoje foi um dia que não teve fortes oscilações no dólar. Em virtude do feriado de amanhã, com um intervalo maior que de costume (entre as sessões), os players não se mantém muito posicionados”, disse o operador de uma corretora em São Paulo, que preferiu não ser identificado.


A valorização do real tem favorecido investidores com posições vendidas no mercado futuro e de cupom cambial, como os estrangeiros, com quase US$ 4 bilhões nesse sentido na quarta-feira, em termos líquidos, segundo a BM&FBovespa.


Mas a venda de dólares por parte de bancos ao Banco Central em um ambiente de fluxo negativo tem pressionado, por exemplo, as taxas locais de juros em moeda estrangeira.


Nesta quinta-feira, o FRA (forward rate agreement) de cupom cambial com vencimento mais curto  superou 2% pela primeira vez desde abril de 2009.


Apesar do fluxo negativo recente, no entanto, o mercado trabalha com a previsão de uma melhora no ingresso de recursos. A BM&FBovespa planeja vender US$ 612 milhões em bônus de 10 anos, de acordo com informações obtidas pela Reuters com duas fontes.


A operação, que acontece após a captação de US$ 200 milhões pelo Banco Cruzeiro do Sul na semana passada, sinaliza um ambiente mais favorável para emissões de dívida no exterior e, consequentemente, para a entrada de dólares no país.

Jornal Midiamax