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Dilma diz que vai diminuir desigualdades no Norte

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (8) que, se eleita, seu governo vai promover ações para o desenvolvimento da Região Norte que apresentou desempenho muito aquém das demais regiões brasileiras em relação à desigualdade de renda, conforme mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), coletada em 2009 […]

Arquivo Publicado em 08/09/2010, às 22h13

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A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (8) que, se eleita, seu governo vai promover ações para o desenvolvimento da Região Norte que apresentou desempenho muito aquém das demais regiões brasileiras em relação à desigualdade de renda, conforme mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), coletada em 2009 e divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE).


A região, de acordo com a Pnad, foi a única a apontar aumento da desigualdade. O Índice de Gini, que considera os rendimentos do trabalho, era de 0,479, em 2008, e saltou para 0,490, em 2009, diferente das demais regiões que apresentaram diminuição.


“É um esforço enorme que temos que concentrar agora na Região Norte porque tivemos uma situação sem mudança. Nós fizemos um empenho grande no Norte e no Nordeste. O Nordeste respondeu melhor, mas o Norte não. A pesquisa servirá para implementar políticas mais voltadas para essas regiões”, disse Dilma, em Brasília, antes de embarcar para Minas Gerais, onde participará de um comício em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.


Para a candidata, a diminuição da desigualdade de renda nas demais regiões é um claro sinal de que o país passou bem pela crise financeira mundial. “A prova de que não tivemos uma tsunami [ondas gigantes] no Brasil, por conta da crise, é que o índice que mede a desigualdade de renda domiciliar caiu. Geralmente, na crise, a desigualdade aumenta muito. O índice de Gini caiu. Isso mostra que a gente reagiu bem diante da crise”, disse.


Outro ponto destacado por Dilma como uma bom desempenho do Brasil diante da crise, é o fato de que a formalização do emprego continuou no país. “É importante notar que mesmo diante da crise a formalização continuou”, afirmou.


A candidata ainda comentou os dados do analfabetismo no Brasil que demonstram uma redução muito lenta. A pesquisa mostrou que a taxa de analfabetismo passou de 10% para 9,7%, de 2008 para 2009, uma diminuição “leve”, na avaliação do próprio IBGE. Mesmo assim Dilma ainda viu um ponto positivo no perfil dominante do analfabeto brasileiro que é de pessoas com mais de 50 anos moradores da zona rural.


“É uma boa notícia não estar se criando o analfabetismo nas faixas de idade mais baixas. Portanto, o analfabetismo que existe no Brasil se deve ao processo de analfabetismo que ocorria no passado, quando essas pessoas tinham que ter escolarização e não tiveram”, afirmou. “Nós temos que fazer um esforço agora para alfabetizar essas pessoas”, completou.


A candidata também ressaltou que os dados da Pnad sobre acesso ao saneamento básico ainda não refletem os investimentos feitos pelo governo porque o prazo médio para a entrega da obra, no Brasil, ainda é muito longo, de 65 meses. Ela responsabilizou os estados, principalmente São Paulo, pelo longo prazo de entrega.


“Os estados são os culpados. São Paulo é um dos culpados. Eles atrasaram muito. Quando a gente perguntava o porquê do atraso, eles respondiam que os prazos deles eram diferentes dos nossos”, disse. “Eu diria que desde o começo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007, isso mudou da água para o vinho”.


Dilma também falou sobre a tentativa da oposição de criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Receita Federal, na Câmara. Ela classificou a medida como mais um “factoide” que não afetará o seu desempenho na campanha. “Eu acho que é mais um factoide e se acharem que eu estou caindo nas pesquisas, esperem para ver. Estamos completamente tranquilos. Nossa avaliação não é essa”, disse.


A candidata do PT também elogiou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no programa eleitoral, sobre as acusações feitas pelos tucanos à sua campanha. “Ele [Lula] é do meu partido. Ele falou pelo meu partido. Lula fez uma fala institucional muito clara e não baixou o nível em nenhum momento”, afirmou.

Jornal Midiamax