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Dilma define mais três ministros do futuro governo

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) definiu mais três ministérios nesta terça-feira (21). Após negociações com o PSB, Dilma assegurou duas pastas para a legenda: Integração Nacional e Secretaria Especial de Portos. A presidente eleita também decidiu que a Secretaria de Relações Institucionais vai ficar com o petista Luis Sergio (RJ). Dilma desistiu de unificar […]

Arquivo Publicado em 21/12/2010, às 21h43

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A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) definiu mais três ministérios nesta terça-feira (21). Após negociações com o PSB, Dilma assegurou duas pastas para a legenda: Integração Nacional e Secretaria Especial de Portos. A presidente eleita também decidiu que a Secretaria de Relações Institucionais vai ficar com o petista Luis Sergio (RJ).


Dilma desistiu de unificar a gestão de portos e aeroportos em apenas uma pasta.


O vice-presidente do partido, Roberto Amaral, disse que Dilma nomeará Fernando Bezerra Coelho, secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, como ministro da Integração Nacional. E o prefeito de Sobral, o engenheiro Leônidas Cristino, indicado pelo governador do Ceará, Cid Gomes, deve ocupar a Secretaria Especial de Portos.


Na manhã de hoje, Amaral disse que a expectativa do partido era comandar um ministério remodelado que cuidaria da gestão de portos e aeroportos. Após encontrar com Dilma, ele confirmou que as pastas não serão unificadas.


– Chegamos à conclusão que seria inconveniente, por conta da situação da aviação civil do país, unir as duas áreas.


Atualmente, o ministro dos Portos, Pedro Britto, já é indicado pelo PSB. Durante o dia, os dirigentes do partido não se entendiam sobre as indicações que levariam a Dilma e prevaleceu a vontade dos governadores mais antigos da legenda, os reeleitos Cid Gomes (Ceará) e Eduardo Campos (Pernambuco).


Amigo pessoal de Dilma, o deputado Ciro Gomes (PSB) foi convidado a assumir uma pasta, mas seu pedido para estar à frente da Saúde não foi aceito pela presidente. O Ministério da Saúde ficará nas mãos de Alexandre Padilha, atualmente no Ministério das Relações Institucionais.


Depois da negativa, o partido passou a procurar nomes que fossem aceitos por Dilma e que criassem menos constrangimentos nas bancadas do PSB na Câmara e no Senado.


Segundo Amaral, que tem reclamado do domínio nordestino dentro da legenda, o PSB se sente atendido, por enquanto, com essas indicações.


– O que nós queríamos foi atendido. Mas a composição do governo não termina no ministério.

Jornal Midiamax