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CPI aponta 7 cidades de MS entre principais portas de entrada de drogas e armas

Segundo lista da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Urbana na Câmara dos Deputados, divulgada pelo G1 neste sábado (18), Mato Grosso do Sul tem 7 cidades, de 17 listadas, consideradas como principais portas de entrada de armas e drogas no Brasil. As cidades são: Bela Vista, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Corumbá, Coronel Sapucaia […]

Arquivo Publicado em 18/12/2010, às 21h18

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Segundo lista da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Urbana na Câmara dos Deputados, divulgada pelo G1 neste sábado (18), Mato Grosso do Sul tem 7 cidades, de 17 listadas, consideradas como principais portas de entrada de armas e drogas no Brasil.


As cidades são: Bela Vista, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Corumbá, Coronel Sapucaia e Mundo Novo.


Das cidades sul-mato-grossenses, nenhuma está apta a receber recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), principal projeto do governo federal para financiar ações estaduais e municipais de combate à criminalidade.


O que ocorre é que elas não possuem os requisitos necessários para ser beneficiadas pelo programa. Segundo o governo federal, nenhuma das sete cidades fica na região metropolitana da capital, no caso Campo Grande, ou está entre os locais brasileiros com maiores índices de homicídios no país.


Outra fonte de financiamento aos municípios, o Fundo Nacional de Segurança Pública, só financia cidades que têm guarda municipal. Também neste caso as cidades de MS não cumprem os requisitos.


Corumbá ainda chegou a apresentar projeto pedindo recursos para o Pronasci, porém não obteve resposta do Ministério da Justiça


Especialistas em segurança pública ouvidos pelo G1 afirmam que é pela fronteira que entra o armamento e as drogas que sustentam organizações criminosas no Rio e em São Paulo. Dizem ainda que, nessas localidades, há mais envolvimento da comunidade local com a criminalidade do que em outras cidades.


Responsabilidade


Pela Constituição Federal de 1988, é papel dos governos estaduais gerirem a segurança pública em seus territórios, mas os especialistas são unânimes ao afirmar que é obrigatório o envolvimento das administrações municipais para prevenção da criminalidade em suas regiões. Verbas federais poderiam ajudar as cidades mais pobres a desenvolverem projetos.


As outras cidades apontadas pela CPI como portas de entrada de drogas e armas são: Tabatinga (AM), Guaíra (PR), Guajará-Mirim (RO), Quaraí (RS), Plácido de Castro (AC), Cáceres (MT), Foz do Iguaçu (PR), Santana do Livramento (RS), Brasiléia (AC) e Uruguaiana (RS).

Jornal Midiamax