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Corumbá contabiliza 1,9 mil focos de queimadas ao longo do ano

Corumbá contabiliza quase 2 mil focos de queimadas ao longo deste ano, aponta monitoramento da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Entre os dias 1º de janeiro e 20 de dezembro, os satélites do INPE identificaram exatos […]

Arquivo Publicado em 21/12/2010, às 13h22

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Corumbá contabiliza quase 2 mil focos de queimadas ao longo deste ano, aponta monitoramento da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Entre os dias 1º de janeiro e 20 de dezembro, os satélites do INPE identificaram exatos 1.939 focos de incêndios florestais no município. Num longínquo segundo lugar ficou Porto Murtinho com 452 focos. Ao longo do ano, Mato Grosso do Sul teve 4.161 focos de queimada.


Uma situação curiosa é que neste mês de dezembro, o maior município pantaneiro registrou 297 pontos de queimada. A época do ano, habitualmente, é de baixa incidência. Nos mesmos 20 dias de dezembro do ano passado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais contabilizou somente 12 focos no município.


Os números de Corumbá em 2010 estão muito próximos de alcançar os registros do ano passado, quando ao longo de todo aquele ano, a cidade teve 1.964 focos contabilizados pelo INPE.


O mês com maior incidência este ano foi setembro, que teve 612 focos. Agosto teve a segunda maior quantidade de focos, foram 326. Os meses com menores índices de queimadas foram janeiro, com 11 registros, e abril com 20 casos. Segundo o Instituto, além de Corumbá e Porto Murtinho – as duas com maior quantidade de focos – as outras três cidades com registro de queimadas no ano são: Aquidauana (198); Sonora (176) e Rio Verde de Mato Grosso (131).


Cada satélite produz pelo menos um conjunto de imagens por dia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais processa mais de 100 imagens por dia especificamente para detectar focos de queima da vegetação. Para os satélites de órbita polar (NOAAs a 800 km de distância, e TERRA e AQUA a 730 km), os trabalhos de validação de campo indicam que uma frente de fogo com cerca de 30 m de extensão por 1 m de largura, ou maior, será detectada. Para os geoestacionários, a 25 mil km de distância, a frente precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada.

Jornal Midiamax