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Contra rateio do ICMS, como candidato ao governo em 2014 Trad pode mudar de ideia

Ele mira em dois projetos: a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB) e a própria ascensão ao posto nas eleições de 2014

Arquivo Publicado em 27/03/2010, às 17h10

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Ele mira em dois projetos: a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB) e a própria ascensão ao posto nas eleições de 2014

Após colocar um ponto final na possibilidade de deixar o cargo para concorrer nas eleições deste ano, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), mira em dois projetos: a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB) e a própria ascensão ao posto nas eleições de 2014.

Hoje, ao entregar casa da promoção IPTU dá prêmios no bairro Monte Castelo, o prefeito comentou que pretende terminar com êxito o atual mandato que termina em dezembro de 2012. Ele argumenta que pesquisas apontaram que a população quer que ele continue no cargo.

Nelsinho que quer começar a cuidar do projeto de concorrer ao governo assim que deixar a prefeitura sabe que precisará buscar apoio em todas as regiões do Estado. Ocorre que seu mandato ficou marcado pela rejeição ao projeto que muda o rateio do ICMS para beneficiar os municípios mais pobres, característica que deixou a matéria conhecida como “Robin Hood”. Na defesa de Campo Grande, o prefeito se mobilizou contra a votação da proposta que tramita na Assembleia desde 2007.

Hoje, Nelsinho foi questionado sobre o assunto e afirmou não temer qualquer dificuldade política com o fato. “Defendo Campo Grande, do mesmo jeito que os prefeitos do interior defendem os municípios deles. Tem que se colocar no lugar das pessoas. Eu sei que a reivindicação deles é justa, mas eu defendo a minha cidade (…) No dia que for governador o meu pensamento vai evoluir”, respondeu.

No ano passado, cerca de 60 prefeitos do interior se mobilizaram a favor da proposta. Eles pediram ao governador que elaborasse um projeto e encaminhasse a Assembleia, o que facilitaria sua aprovação. Mas, diante da rejeição de Campo Grande, o governador não deu seqüência a proposta. Porém, há esperanças de que passadas as eleições deste ano, o assunto volte à tona na Assembleia.

Jornal Midiamax