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Comissão pede agilidade no caso de jovem morto por suposto racismo

O Conselho Estadual dos Direitos do Negro (Cedine/MS) formou uma comissão para pedir agilidade no julgamento do assassinato de Anderson da Silva Faria em dezembro de 2007. O crime ocorreu no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, e teria sido motivado por racismo. A comissão é composta por membros do Cedine/MS e familiares da […]

Arquivo Publicado em 25/10/2010, às 14h03

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O Conselho Estadual dos Direitos do Negro (Cedine/MS) formou uma comissão para pedir agilidade no julgamento do assassinato de Anderson da Silva Faria em dezembro de 2007. O crime ocorreu no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, e teria sido motivado por racismo.


A comissão é composta por membros do Cedine/MS e familiares da vítima. O próximo passo será marcar uma reunião com o promotor do caso, no sentido de pressionar o judiciário para evidenciar a conotação racista do crime.


Entenda o caso


Anderson namorava com Eunice Zeli, sobrinha de Geraldo Francisco Lessa (50). O tio reprovava o relacionamento, e na tarde de 29 de dezembro de 2007 a vítima foi até uma padaria no bairro Parque do Lageado para questionar o motivo da desaprovação.


Os dois discutiram, e então o acusado deu um tiro no abdômen de Anderson, que morreu duas semanas depois. Posteriormente Geraldo narrou à justiça que agiu por motivo torpe, pois tinha ressentimento pelo namoro da sobrinha e porque a vítima era “negra e pobre”.


Geraldo é réu em processo por homicídio doloso, mas por não ter antecedentes criminais, aguarda o julgamento em liberdade.

Jornal Midiamax