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Brasil enviará 14 toneladas de alimentos para Cuzco, no Peru

O governo brasileiro vai mandar um avião com 14 toneladas de alimentos para a cidade peruana de Cuzco, um dos pontos para os quais estão sendo levados os turistas que ficaram presos pelas chuvas em Machu Picchu. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o envio da ajuda atende a um […]

Arquivo Publicado em 29/01/2010, às 11h44

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O governo brasileiro vai mandar um avião com 14 toneladas de alimentos para a cidade peruana de Cuzco, um dos pontos para os quais estão sendo levados os turistas que ficaram presos pelas chuvas em Machu Picchu.


Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o envio da ajuda atende a um “pedido das autoridades peruanas” e que a assistência “atenderá a todos os necessitados, tanto brasileiros como os demais turistas e a população peruana afetada pelas chuvas”.

A Chancelaria brasileira também ofereceu a Lima quatro helicópteros militares para ajudar na evacuação das centenas de turistas presos pelas chuvas. Mas meios de comunicação locais disseram que o governo peruano rejeitou a oferta, por considerar suficientes os 11 aparelhos com os quais trabalha.

Testemunha

O estudante Marcelo Pellegrini Filho, que viajou para Machu Picchu, no Peru, com mais dois amigos, vê grandes chances do grupo deixar o país nesta sexta-feira (29).

Isto porque as fortes chuvas que caíram sobre a região deram uma trégua nesta quinta-feira e diversos helicópteros têm chegado para resgatar os turistas ilhados no povoado Águas Calientes, o mais próximo de Machu Picchu.

Alojado por dois dias no saguão de um hotel, Filho explica que a situação ficou desconfortável e começou a faltar comida nesta quinta-feira (27). Segundo ele, houve divisão de tarefas entre todos os turistas. Somente após a chegada à barraca brasileira — instalada em Águas Calientes –, os jovens tiveram contato com o vice-cônsul do Brasil, João Gilberto, e puderam se alimentar melhor.

Assim como Filho, outros doze brasileiros estão alojados em um hotel oferecido gratuitamente aos brasileiros. Mesmo assim, governo está oferecendo ajuda financeira para custear o pagamento das hospedagens.

“Acreditamos que se o tempo ficar assim [ensolarado, como nesta quinta-feira], amanhã todos os brasileiros conseguirão deixar Águas Calientes e retornar ao Brasil”, afirma.

Ilhados

Os turistas ficaram ilhados nas vilas próximas a Machu Picchu, nas montanhas dos Andes, no domingo (24), quando deslizamentos de terra bloquearam a única ferrovia que liga a região a Cuzco. Muitas pessoas dormiram na estação de trem de Machu Picchu e na praça central depois que as hospedarias lotaram. Os restaurantes aumentaram os preços e a comida ficou escassa.

Cinco dias de chuvas torrenciais na região de Cuzco destruíram ainda pontes, 250 casas e centenas de acres de plantações. Perurail suspendeu o serviço de trem no domingo.

Alberto Bisbal, diretor de prevenção de desastres da Defesa Civil do Peru, disse que a Perurail e o governo trabalham para retirar as pedras e lama dos trilhos e o serviço pode ser retomado já nesta quarta-feira. Os meteorologistas indicam que toda a semana terá chuva leve.

Jornal Midiamax