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Beira-Mar é transferido para Catanduvas para não criar “vínculos” em Campo Grande

Avião da FAB levou o narcotraficante para presídio do Paraná ao final da manhã de hoje; Beira-Mar tentou na Justiça ser transferido para o Rio de Janeiro, mas não conseguiu

Arquivo Publicado em 18/12/2010, às 18h18

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Avião da FAB levou o narcotraficante para presídio do Paraná ao final da manhã de hoje; Beira-Mar tentou na Justiça ser transferido para o Rio de Janeiro, mas não conseguiu

Após mais de três anos como hóspede mais famoso do Presídio Federal de Campo Grande, o narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas (PR). Em agosto deste ano, Beira Mar tinha solicitado à Justiça transferência para uma penitenciária estadual do Rio de Janeiro, mas o pedido foi negado.

Ele saiu da penitenciária da Capital, na saída para Sidrolândia, pouco depois das 9 horas da manhã escoltado por cerca de 20 agentes penitenciários federais. Por volta das 10h30, ele deixou a Base Aérea de Campo Grande em um avião Bandeirantes da FAB (Força Aérea Brasileira) rumo ao seu novo endereço.

Na explicação de agentes penitenciários, a transferências de detentos de um presídio federal para o outro é rotineira. O objetivo é impedir que o preso crie raízes ou vínculos na cidade que possam facilitar a prática de crimes. O narcotraficante cumpria pena no presídio de Campo Grande desde 25 de julho de 2007, após ser transferido de Catanduvas.

Cartas ao Rio

Em lance recente, Beira-Mar foi acusado de influenciar as ações do crime organizado no Rio de Janeiro. Foram encontradas cartas pelo comando de operações na casa de Marcelinho Niterói, no Complexo do Alemão que teriam sido escritas pelo detento preso no Presídio Federal em Mato Grosso do Sul.

Nas cartas, Beira-Mar sugere que seus comandados se aliem à milícia e organizem sequestro de autoridades para trocá-las pela libertação de milicianos da Zona Oeste. Mesmo sem data nem assinatura, a polícia tem certeza de que as cartas foram escritas pelo próprio traficante.


Condenações

Beira-Mar cumpre pena por tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro entre outros crimes. Em novembro de 2009, foi condenado a 15 de prisão pela morte do também traficante João Morel, crime ocorrido dentro do Estabelecimento de Segurança Máxima, em Campo Grande. Com esta última sentença, Beira-Mar, que tem 44 anos de idade, passou a ser condenado a 136 anos de prisão.

Jornal Midiamax