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Avô materno de Isabella diz estar satisfeito com condenação do casal Nardoni

O avô materno de Isabella Nardoni, morta após ser jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo, em março de 2008, afirmou na manhã deste sábado que está satisfeito com a condenação do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta da criança, acusados pelo crime. Os acusados […]

Arquivo Publicado em 27/03/2010, às 14h40

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O avô materno de Isabella Nardoni, morta após ser jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo, em março de 2008, afirmou na manhã deste sábado que está satisfeito com a condenação do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta da criança, acusados pelo crime.


Os acusados foram condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual (por ter alterado a cena do crime). De acordo com a sentença, o pai de Isabella foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão por homicídio triplamente qualificado: por ter sido usado meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, e para garantir a ocultação de crime anterior.


Reprodução

Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que caiu do sexto andar de prédio


Segundo José Oliveira, que vestia uma camiseta com a foto da neta ao sair do prédio onde mora, na manhã de hoje, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, ficou bastante emocionada e agitada após a divulgação da sentença do casal e ficou a madrugada acordada, dormindo apenas depois das 6h de hoje.


“Esperei dois anos por isso. Tirei um peso das costas”, afirmou o avô que acompanhou o resultado do julgamento –que durou cinco dias– no fórum de Santana. Os avós maternos e dois tios de Isabella ficaram de mãos dadas durante a leitura da sentença. A novelista Glória Perez, que acompanhou o júri ao longo da semana, integrava a corrente.


A mãe de Isabella não estava no fórum, mas após a condenação, apareceu na sacada de sua casa e, chorando, acenou. Durante o júri, ela ficou retida a pedido da defesa dos réus, e foi liberada após ter diagnóstico de “estado agudo de estresse”.


Ao menos 4 dos 7 jurados foram favoráveis à condenação. Segundo o promotor Francisco Cembranelli, o juiz Maurício Fossen interrompeu a votação após o quarto voto favorável, para manter o sigilo dos jurados.


Depois do julgamento, o promotor elogiou o trabalho da perícia. “É difícil trabalhar num caso onde não há testemunhas presenciais. A qualidade do trabalho feito pela perícia mostrou que o resultado não foi conseguido à toa. Com isso, os jurados, apesar de cansados, puderam julgar de maneira eficiente”, disse Cembranelli. A defesa do casal Nardoni não deu declarações após o julgamento.

Jornal Midiamax