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Após visita surpresa de seis horas, Obama deixa o Afeganistão

O presidente americano, Barack Obama, deixou o Afeganistão neste domingo, após uma visita surpresa de seis horas ao país –a primeira desde que tomou posse, em 20 de janeiro de 2009. Após a rápida parada, o avião presidencial Air Force One decolou com destino a Washington. Em Cabul, Obama afirmou que vê progresso na campanha […]

Arquivo Publicado em 28/03/2010, às 21h55

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O presidente americano, Barack Obama, deixou o Afeganistão neste domingo, após uma visita surpresa de seis horas ao país –a primeira desde que tomou posse, em 20 de janeiro de 2009. Após a rápida parada, o avião presidencial Air Force One decolou com destino a Washington.

Em Cabul, Obama afirmou que vê progresso na campanha militar no país, mas que o líder afegão, Hamid Karzai, precisa tomar mais medidas para combater a corrupção.

“Quero deixar uma forte mensagem de que a parceria entre EUA e Afeganistão continuará. Nós já vimos progresso na campanha militar contra o extremismo na região”, disse Obama.

“Nós queremos continuar a progredir em relação à boa governança, ao respeito às leis e aos esforços contra a corrupção. Todos esses fatores resultarão em um Afeganistão mais próspero, seguro e independente”, acrescentou o líder americano.

Karzai disse esperar que “a parceria continue no futuro”, ajudando na construção de um Afeganistão “estável, forte e pacífico”, que possa se sustentar e ter um futuro melhor.

De acordo com oficiais americanos, Obama deve pressionar Karzai a combater a corrupção e o tráfico de drogas. Mais tarde, ele deve ouvir um relatório do comandante das forças da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, e discursar aos soldados dos EUA.

Obama deixou Washington na noite deste sábado. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, o presidente desejava “ver de perto” o progresso na campanha e obter informações atualizadas de McChrystal e de Karl Eikenberry, o embaixador dos EUA.

Tropas

Em dezembro do ano passado, Obama ordenou o destacamento de 30 mil soldados extras para o Afeganistão e estabeleceu um prazo até a metade de 2011 para a retirada das tropas.

Cerca de um terço das tropa extras já chegou ao país, participando de uma mega ofensiva contra a milícia radical Taleban no mês passado.

Obama tem uma relação conturbada com o governo de Karzai durante os 14 meses de mandato, cujo pior momento foram os três meses de eleições afegãs no ano passado.

Em novembro passado, Eikenberry escreveu em um documento confidencial que vazou para a imprensa que Karzai “não era um parceiro estratégico adequado”.

Obama dialoga com Karzai de forma esporádica, diferentemente de seu predecessor, George W. Bush, que deu início ao conflito em 2001, após os ataques terroristas de 11 de Setembro.

Violência

A visita ocorreu no mesmo dia em que ao menos seis civis morreram e sete ficaram feridos em várias explosões no sul e no oeste do Afeganistão, de acordo com o Ministério do Interior.

Três das vítimas morreram na explosão ontem de uma mina no distrito de Sangin, na Província de Helmand (sul), um dos redutos dos talebans.

Os outros três morreram numa explosão no sábado no distrito de Nawa, também em Helmand, que deixou duas pessoas feridas. Além disso, cinco crianças ficaram feridas após uma explosão, também ontem, na Província de Herat (oeste).

Minas e bombas de fabricação caseira são um dos métodos mais utilizados por talebans para ameaçar as tropas internacionais no Afeganistão, embora costumem atingir mais os civis.

Os talebans lutam para derrubar o governo de Karzai, expulsar do país as tropas internacionais e implantar a lei islâmica.

Jornal Midiamax