Geral

Após máxima em mais de um mês, dólar recua

A retomada da tendência internacional de queda do dólar tirou a moeda norte-americana das máximas em mais de um mês frente ao real, em meio às expectativas sobre a reunião do Federal Reserve. O dólar fechou a quinta-feira (28) a R$ 1,714, em queda de 0,46%. Na véspera, a divisa subiu a R$ 1,722, maior […]

Arquivo Publicado em 28/10/2010, às 21h13

None

A retomada da tendência internacional de queda do dólar tirou a moeda norte-americana das máximas em mais de um mês frente ao real, em meio às expectativas sobre a reunião do Federal Reserve.


O dólar fechou a quinta-feira (28) a R$ 1,714, em queda de 0,46%. Na véspera, a divisa subiu a R$ 1,722, maior nível desde 20 de setembro.


No mês, a moeda americana tem alta de 1,30%, mas, no ano, o dólar registra queda de 1,66%.


Enquanto o mercado brasileiro encerrava as operações, o dólar caía 1,1% ante as principais moedas. O euro subia 1,25%, acima de US$ 1,39.


A queda do dólar era motivada pela previsão de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) apresentará na próxima semana um pacote de estímulos para a economia dos Estados Unidos. A incerteza sobre o tamanho da ajuda abriu espaço para uma alta do dólar nos últimos dias, mas o movimento de correção foi interrompido, com apostas de que o volume de compra de ativos pelo Fed será grande.


Para Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor, a baixa do dólar só não foi maior no Brasil por causa da fraqueza das bolsas de valores.


A cautela diante da intervenção do governo brasileiro no mercado de câmbio pouco afetou desta vez, acrescentou Nassar, já que não houve novidades.


Nos últimos dias, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declararam que o governo avalia o efeito das medidas já tomadas antes de preparar eventuais ações adicionais.


Nesta quinta-feira, Meirelles defendeu a atitude do governo, que toma medidas enquanto espera por uma ação coordenada global para resolver os desequilíbrios .

Jornal Midiamax