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Ante risco de despejo, vendedores de água de coco tentam audiência

Desde o último fim de semana, o Midiamax tem relatado o dilema dos trabalhadores ambulantes que dependem do calor para tirar o sustento de cada dia, com a venda de água de coco nos Altos da Avenida Afonso Pena. Fiscais da Prefeitura de Campo Grande e seguranças particulares deram o ultimato para que o ambulante Ivando Marcos Zuim, […]

Arquivo Publicado em 01/02/2010, às 19h00

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Desde o último fim de semana, o Midiamax tem relatado o dilema dos trabalhadores ambulantes que dependem do calor para tirar o sustento de cada dia, com a venda de água de coco nos Altos da Avenida Afonso Pena. Fiscais da Prefeitura de Campo Grande e seguranças particulares deram o ultimato para que o ambulante Ivando Marcos Zuim, 49 anos, deixasse o espaço em frente à ‘casa do Papai Noel’.

Hoje, Zuim entrou em contato com a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e pediu para falar com o fiscal Delcídio da Silva a fim de tentar resolver a situação dele e dos colegas de trabalho. Ele tenta agendar uma reunião com os técnicos da Prefeitura para conseguir a autorização e trabalhar.

A reportagem entrou em contato com Delcídio da Silva. Porém ele se negou a dar qualquer tipo de informação. “O Marcos me ligou, pediu para conversar comigo e eu disse que ele podia vir aqui. Foi só isso”, resumiu Silva sem explicar a razão do ‘despejo’.

In loco 

Em plena segunda-feira (1), os vendedores de água de coco da Avenida Afonso Pena sofrem com a incerteza de permanecer ou não no local.

Agentes da Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura podem aparecer a qualquer momento para expulsar os trabalhadores. Eles alegam que é irregular o trabalho dos ambulantes.

Ronaldo Ivan Zuim, 43 anos, conta que ontem (31) não pôde trabalhar. “Cheguei aqui com o meu carrinho e a Guarda Municipal já formou uma barreira, não deixaram eu parar. Eu passei reto, dei meia volta e fui embora para minha casa”, diz Zuim ao ressaltar que deixou de ganhar de R$ 300,00 à 400,00.

Ao ser questionado sobre o medo de que os agentes apareçam a qualquer momento, Zuim garante: “Se estou com medo? Eles vão vir com toda certeza. Vão vir para nos tirar daqui”.

Mesmo com uma situação indefinida o vendedor de cocos não desanimou e foi para o local onde trabalha há 12 anos. “Não queremos briga. Não queremos nada demais. Só queremos o direito de trabalhar honestamente. Será que é tão difícil assim?”, questiona indignado.

Jornal Midiamax