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André ouvirá Murilo sobre possível afastamento do governo

Governador não disse que argumentos usará para convencê-lo, mas afirma que o vice terá a liberdade de decidir

Arquivo Publicado em 01/02/2010, às 10h43

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Governador não disse que argumentos usará para convencê-lo, mas afirma que o vice terá a liberdade de decidir

Depois da reação negativa do vice-governador Murilo Zauith (DEM) que se queixou de “interferência” em seu projeto político, o governador André Puccinelli (PMDB) disse que no “momento oportuno” conversará com o democrata sobre a possibilidade de ele abandonar a disputa ao Senado e permanecer no governo do Estado durante a campanha eleitoral. André manifestou o desejo de se licenciar durante a campanha, mas só o fará se Murilo ficar em seu lugar.


“Eu não fiz qualquer proposta. No tempo oportuno, ou seja, em 31 de março eu o farei”, respondeu aos repórteres na madrugada de hoje no evento que marcou o início das operações da Nova Rodoviária de Campo Grande, na saída para São Paulo.


A data mencionada é o marco político para decisão de reeleição de André. No último dia de março, ele pretende definir seu leque de alianças e ainda liberar os membros de sua equipe que pretende concorrer nas eleições.


O governador não deu detalhes sobre os argumentos que pretende usar com o vice, mas deixou claro que ele terá livre escolha.


“Isso [Murilo ficar no governo] são idéias lançadas pela população, mas é o Murilo que vai dizer”, completou.


O possível afastamento de André para fazer campanha veio à tona em discurso do governador na sexta-feira, dia 29, durante evento do PMDB, na presença do governador do Parará e pré- candidato à presidência da República, Roberto Requião, André não só anunciou o desejo de se afastar na campanha, como também explicou seus motivos.


“Isso para ninguém dizer que estou usando a máquina. E vir com desculpinhas, que bateu na trave, ou que o juiz roubou”, finalizou o governador de MS.

A vaga ao Senado é um antigo sonho de Murilo e, hoje, um projeto do BDR (Bloco Democrático Reformista), composto por DEM, PSDB e PPS. “A candidatura não é só minha, mas do grupo todo. Ele tem que conversar com o bloco. Afinal, ele vai ou não se aliar ao bloco?”, questionou Murilo em entrevista ao Midiamax no fim de semana.


Ele se queixou que o grupo até agora não ouviu uma palavra do governador sobre aliança para as eleições. “Primeiro ele teria que conversar com o bloco sobre a aliança. Por enquanto, ele não pode interferir na minha candidatura que, aliás, é do BDR”, frisou. “Se não falar com o grupo antes, ele não pode dar palpite no nosso projeto”, reforçou.


O democrata explica que não se negaria a um diálogo com André sobre a possibilidade de permanecer no governo. Contudo, esclarece que sua desistência em concorrer ao Senado dependeria de outra questão.


“O bloco não abre mão da vaga ao Senado. Assim, nós precisaríamos de outro nome com possibilidade de vencer as eleições, ou seja, teria que surgir uma liderança que aparecesse nas pesquisas de intenção de votos com índices iguais ou superiores aos meus”, detalha.

Jornal Midiamax