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Adolescentes mantêm reféns na Unei Dom Bosco

Adolescentes que cumprem pena sócio-educativa na Unei Dom Bosco, que está funcionando provisoriamente nas dependências da Colônia Penal Agrícola, mantêm neste instante um número ainda indeterminado de reféns, também internos na unidade. A tropa de elite da Polícia Militar, Cigcoe, solicitou por volta das 18h20 que toda a imprensa se afastasse do local e afirmou que […]

Arquivo Publicado em 02/09/2010, às 21h06

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Adolescentes que cumprem pena sócio-educativa na Unei Dom Bosco, que está funcionando provisoriamente nas dependências da Colônia Penal Agrícola, mantêm neste instante um número ainda indeterminado de reféns, também internos na unidade. A tropa de elite da Polícia Militar, Cigcoe, solicitou por volta das 18h20 que toda a imprensa se afastasse do local e afirmou que vai “entrar com força total” para tentar solucionar a situação.


Os adolescentes também queimaram todos os colchões da unidade.


Segundo informações, por volta das 17h20, um policial percebeu que os adolescentes estavam fazendo um buraco na parede, de aproximadamente 50cm, para tentarem fugir. Imediatamente foi acionado reforço da Polícia Militar. Equipes da Companhia de Guarda e da tropa de elite da Polícia Militar, Cigcoe, foram acionadas e tentam controlar a situação.


Também foram chamados dois carros da Equipe de Combate a Incêndio e um da Unidade de Resgate.


Segundo informações, há cerca de 20 dias, um número aproximado de 20 adolescentes foram transferidos da Unei Mitaí de Ponta Porã, considerada modelo, para Campo Grande. Algumas pessoas próximas à Unei Dom Bosco acreditam que depois da chegada deles os problemas aumentaram consideravelmente na unidade da Capital.


Insegurança 


São apenas um comandante e quatro policiais militares responsáveis pela segurança da Unei Dom Bosco. Eles trabalham em escala de duas horas: enquanto um realiza a segurança, outros dois descansam.


Segundo os policiais a insegurança é muito grande. Eles afirmam que não tem rádio de comunicação com a base (alojamento), e que atiram para o alto quando precisam alertar outros policiais. Alegam ainda que os adolescentes constantemente estão com armas improvisadas, feitas  de vergalhões de janelas e pedaços de grade.


Início 


Segundo informações o motim teve inicio porque por volta das 13h de hoje um grupo que estava tomando banho de sol se recusou a voltar para o pavilhão. Os adolescentes tem direito a uma hora de banho de sol diário, divididos em grupos de 10 a 15.


Depois de a polícia conseguir que o grupo retornasse ao pavilhão, o motim se generalizou. Segundo a polícia, neste instante que começou a tentativa de fuga.

Jornal Midiamax