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Acusado de estupro deve ser transferido para outra cidade

A direção da Unidade Penal ‘Ricardo Brandão’ se recusou a receber o paraguaio Alfredo Jara Lopes, 19 anos, autuado em flagrante na última quarta-feira pelo crime de estupro contra uma criança de quatro anos de idade, no Jardim Aeroporto, em Ponta Porã. A alegação é de que não pode garantir a integridade física do rapaz. […]

Arquivo Publicado em 22/10/2010, às 23h31

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A direção da Unidade Penal ‘Ricardo Brandão’ se recusou a receber o paraguaio Alfredo Jara Lopes, 19 anos, autuado em flagrante na última quarta-feira pelo crime de estupro contra uma criança de quatro anos de idade, no Jardim Aeroporto, em Ponta Porã. A alegação é de que não pode garantir a integridade física do rapaz.


Dentro dos presídios não há tolerância entre os internos com pessoas acusadas de cometer crimes – principalmente violência sexual – contra mulheres ou crianças. Ameaças que teriam surgido desde a prisão de Lopes levaram preocupação à unidade penal, que preferiu recusar o recebimento do preso.


Mesmo autuado em flagrante pela Polícia Civil, Alfredo Lopes teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça e deve permanecer preso por até seis meses, prazo dado pelo juiz para que a autoridade policial judiciária junte elementos ao inquérito para sustentar o flagrante.


O acusado foi levado para o 2º Distrito Policial, onde está à disposição da Justiça. O delegado do órgão, Joel José da Silva, informou hoje ao Mercosul News que já comunicou o juiz e aguarda a abertura de vaga em alguma outra unidade de segurança para transferir o preso.


“Não temos condições de ficar com ele aqui, o presídio não quis recebê-lo por questões de segurança, então ele terá de ser levado para outra cidade, talvez para o PHAC (Presídio Harry Amorim Costa), de Dourados ou mesmo Campo Grande, onde há alas específicas para presos deste tipo de crime”, explicou Joel da Silva.


Não há uma certeza quanto ao dia da remoção, já que depende de confirmação de vaga e autorização judicial. Dois advogados tentam ajudar o acusado, segundo eles, a pedido da família. Alfredo Lopes diz que tem álibis que comprovam que estaria trabalhando no dia do crime, fazendo serviço de marcenaria em um shopping de Pedro Juan Caballero.

Jornal Midiamax